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Desporto

Não há duas sem três: Académica volta a ser eliminada nos penáltis

Depois de Gil Vicente e Arouca, nas temporadas anteriores, foi a vez do Leixões fazer a festa. Briosa volta a cair na primeira eliminatória da Taça da Liga. Texto por Paulo Sérgio Santos e fotografias por Inês Duarte

Foi uma Académica diferente, por diversos motivos, a que defrontou o Leixões esta noite, no Cidade de Coimbra. Com algumas alterações no onze, a mexer também com a própria dinâmica da equipa, Carlos Pinto retirou Ricardo Dias do seu lugar de trinco para o colocar junto a William Soares, no centro da defesa. A escolha deveu-se à indisponibilidade de Brendon, por atraso na sua inscrição, e de Zé Castro e Hugo Ribeiro, ambos a contas com lesões. No meio-campo, Fernando Alexandre ocupou o lugar de Ricardo Dias e Reko substituiu Guima, isto em relação ao onze que se apresentou aos adeptos na última terça-feira.

Os primeiros 15 minutos da partida foram de intensa luta no centro do terreno pela posse de bola, com o Leixões a privilegiar o lado esquerdo do seu ataque e a Académica o direito, com Traquina a assumir-se como a grande figura dos estudantes na primeira parte, ao parecer voltar ao ritmo com que brindou os sócios academistas em 2016/17. O Leixões tinha mais bola e fazia questão de pressionar a Briosa, colando Evandro Brandão a Mike e Rui Barros a Ricardo Dias, procurando tirar partido da falta de rotina do 6 dos estudantes. Ofori, que descaía para o centro, era controlado por William Soares. A pressão causava dificuldades aos homens da casa, cujo meio-campo parecia à deriva.

Só à passagem do primeiro quarto de hora é que a Académica conseguiu assustar os forasteiros, através de bolas paradas, sempre saídas dos pés de Nélson Pedroso. Primeiro um livre, que a defesa leixonense aliviou para canto, e depois três cantos seguidos, com o primeiro e o último a serem batidos diretos à baliza e a obrigar Tony a defesas apertadas. O resto da primeira parte foi um espelho do que se passara até então, embora com um ligeiro ascendente estudantil. É notório, neste momento, a falta de jogadores rápidos, característica essencial para colocar em prática, mais próxima da perfeição, a ideia de jogo de Carlos Pinto, um estilo de jogo mais direto, expedito a colocar a bola no setor atacante.

Aos 42’, a melhor oportunidade do encontro para a Briosa. Após uma jogada de insistência de Djoussé, a bola sobra, perto da quina da pequena área, para Traquina, que remata cruzado para defesa apertada do guarda-redes forasteiro.

Dos balneários, para a segunda parte, veio um Leixões mais afoito, que se valia da suavidade de Fernando Alexandre e Reko para tentar levar água ao seu moinho. Os visitantes foram os primeiros a mexer na equipa, com uma dupla substituição aos 54 minutos, algo que a Académica replicou aos 61’, com Diogo Ribeiro a entrar para o lugar de Traquina e Guima para o de Reko.

O Leixões ia pressionando e tendo mais oportunidades, tendo quase inaugurado o marcador aos 67 minutos, quando Bura, no seguimento da marcação de um livre, cabeceou a milímetros do poste direito de Peçanha. Três minutos volvidos, Ki cedeu o lugar a Zé Paulo, ficando assim completas as alterações dos estudantes. Os jogadores da Académica pareciam desposicionados, ao chegarem atrasados a quase todas as bolas, com o ritmo de jogo a cair em conjunto com a qualidade e as oportunidades. Daí até final, as bancadas só se mexeram um pouco com um remate de primeira de Mike, a passe de William Soares, e com uma eventual mão na área do Leixões, após um contra-ataque academista bem dirigido.

O zero a zero final levou a decisão da partida para a chamada lotaria das grandes penalidades, onde Djoussé, Nélson Pedroso e Ricardo Dias falharam as suas conversões, sendo os homens do Leixões a fazer a festa no final, com o placard a assinalar 3-4.

Na conferência, o treinador do Leixões, Filipe Gouveia, chamou a atenção para a segunda parte muito conseguida dos seus comandados e deixou elogios “à massa associativa, presente a um domingo a esta hora em Coimbra”. Já o timoneiro da Académica, Carlos Pinto, sublinhou que “a adaptação do Dias condicionou um pouco” e que a equipa caiu em termos físicos na segunda parte. Para si, o resultado não foi positivo, fruto do momento dos penaltis e não do fator sorte, já que quem falhou “era quem normalmente batia, e convertia, no ano passado”. Satisfeito com a organização defensiva dos seus jogadores, vai agora “preparar com calma e tranquilidade” o próximo jogo oficial dos estudantes, a 12 de agosto. Quanto a reforços, Carlos Pinto é claro quanto ao perfil que procura: “miúdos de 20/24 anos, com experiência de I e II ligas e graúdos com muita experiência”.

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