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Desporto

[Pré-época] Os estudantes, do 1 ao 83

Por João Pimentel e Paulo Sérgio Santos

Não é fácil fazer um um a um de um jogo de pré-época, mesmo que de um tão solene que bateu o recorde de espectadores em jogos de apresentação. Mais de 2500 pessoas viram a Académica empatar com o Belenenses e perder o troféu Crédito Agrícola nas grandes penalidades, ao converter apenas uma, contra três dos azuis do Restelo, que este ano vão jogar no Jamor.

E não é fácil porque manda a tradição que se rode todo o plantel para adepto ver. O que, com treinos bi-diários e um vaivém movimentacional de jogadores, faz com que o jogo seja tão interessante de ver como tinta a secar. De modo que vamos proceder a uma apreciação geral, do todo e do particular, percorrendo a listagem da folha de jogo, do 1 do Peçanha ao 83 do Zé Castro (que não jogou).

 

Apreciação geral – Se o onze que começou a partida for o onze mais utilizado por Carlos Pinto ao longo da época, há que temer e há que ficar descansado. Pense-se nessa dualidade de conceitos como quem pensa na permanência de Nélson Pedroso na lateral esquerda academista. O jovem de 23 anos, perdão, 33, continua a mostrar o porquê de exasperar as centrais do Cidade de Coimbra. Na baliza, Peçanha pode ser garantia de experiência, mas Júlio Neiva estará mais interessado no que pode herdar no mais curto espaço de tempo. Mike continua a abrir vias-rápidas, mas, abnegado que o consideram, tudo está bem; e tudo está bem porque, dizem, João Simões é demasiado verde para jogar na Académica. Real é a mudança no centro da defesa. Continua um trintão, mas que já não se chama João, ao lado de Brendon: William Soares é o novo nome. No meio do meio-campo continuam Ricardo Dias e Guima – a lentidão, espera-se, é da pré-época. Nas alas de um 4-4-2 que não será outra coisa, dois jogadores à espera de reforços, Traquina e Ki. Depois, nos dois lugares sobrantes, com vista privilegiada para os golos, Marinho e Djoussé. Curto? Talvez. Passível de um brilharete? Também. Após 34 jornadas veremos. A primeira parte foi lenta, a segunda foi ligeiramente mais espevitada, principalmente graças aos esforços de Reko e Diogo Ribeiro, que parecia estar na final da Champions, e a uma cueca de Zé Paulo. E às chuteiras amarelas de David Teles. Garantimo-vos, houve mais gente a jogar, o que também acontece nos solteiros contra casados.

 

O treinadorCarlos Pinto é um tipo que parece saber da poda. Tem um discurso claro e forte, um misto de comunicação interna e externa. Poucos rodeios, poucas palavras, pensamento cá fora e bola para a frente. Para ele, jogadores com mais de 30 anos têm de ser verdadeiros exemplos, caso contrário não vale a pena estarem ali. Ficou o recado para os trintões, mas também para o resto do plantel, quando salientou que a Académica não subiu pelo que não fez em casa, ou seja, ganhar. Ou os jogadores são capazes de aguentar a pressão ou escolheram a profissão ou o clube errados, poder-se-á dizer. Que no próximo troféu Crédito Agrícola Carlos Pinto possa estar a falar das ambições estudantis para a I Liga.

 

Melhor em campo – Os 35 anos de Marinho e os mais de 200 jogos com o manto negro. Do pequeno grande jogador já pouco há a dizer, mas de Reko fica a vontade de ver mais. A garra do 28 contribuiu para que a malta não adormecesse na segunda parte, num horário impróprio para consumo, e demonstrou ser rijo, característica fulcral para uma II Liga.

 

O pior no estádio – Revoltado por nem a recibos verdes ser pago, ou com uma sandes de courato ou uma fatia de salame, o estagiário resolveu boicotar o nosso trabalho na fotografia, ao deixar a bateria da máquina em parte incerta. Vai ser despedido.

 

Domingo, 19h45: o regresso de Filipe Gouveia – ex-treinador da Académica, que desceu com a equipa à II Liga, vai defrontar:

Peçanha (embora gostássemos de ver o Júlio, Carlos)

Mike

William Soares

Brendon

Joel Ferreira (please. pretty, pretty, please)

Ricardo Dias

Guima

Marinho

Reko

Diogo Ribeiro (se puder jogar e se prometer não ser expulso)

Djoussé

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