Cultura

‘Rock’ sob os holofotes azuis do Teatro Estúdio do CITAC

Red Italian Hunter, Federico Nunes e Lazy Eye Society animaram noite musical no CITAC. Opinião do público dividiu-se quanto à melhor performance. Por Inês Gama

A sala estava escura. O palco tingia-se de azul. Aos poucos, o espaço vazio era preenchido por caras alegres e energéticas. O teatro Estúdio do Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra (CITAC) recebia nessa noite, 24 de maio, três espetáculos musicais. O aquecimento foi proporcionado pelos Red Italian Hunter. Federico Nunes entreteve o público com a música do seu saxofone e para fechar o terceto de atuações, o estilo frenético dos Lazy Eye Society invadiu o palco.

Os Red Italian Hunter, grupo formado pelo guitarrista Gonçalo Parreirão e pelo baterista Tiago Vaz, exibiram o seu ‘rock’ eletrónico durante a primeira hora. No escuro, quem assistia dançava ao ritmo da batida e da vibração das cordas da guitarra elétrica. Para Lia Cachem, atuações como esta são o que falta a Coimbra. No geral, o público mostrou-se satisfeito com a performance do grupo. “Foi incrível. Têm imenso talento e criaram um bom ambiente”, considerou Daniela Pinhel, uma das estudantes presentes na plateia.

Após o instante de ‘rock’ eletrónico, antes dos Lazy Eye Society, Federico Nunes contagiou com a melodia do seu saxofone a sala do CITAC. Momentos depois, o quarteto de Coimbra surgiu de ânimo explosivo diante dos holofotes azuis. “Apesar das falhas de som acabámos por dar a volta. Com a nossa energia compensámos as pessoas que saltavam e estavam a gostar imenso”, refletiu o vocalista da banda, Bernardo Rocha.

O concerto dos Lazy Eye Society foi o último da ‘tour’ de promoção do EP do grupo, “Holygirl”. “A partir de agora vamos dar concertos isolados, mas o foco vai ser diferente.”, elucida Bernardo Rocha. O quarteto dedica-se sobretudo à criação de um estilo que se enquadra no ‘rock’ alternativo e no ‘hard rock’. “Este estilo, para a banda, é energia. É conseguir deambular entre algo ‘stoner’ e passar de repente para algo mais ‘blues’, sempre com sentimento”, esclarece o vocalista.

No final, o público mostrou-se animado. No entanto, as opiniões dos presentes foram muito variadas. Segundo Mário Teles, a atuação da primeira banda foi um pouco melhor, mas não descartou a qualidade da música e atuação dos Lazy Eye Society. Já para Luca Rosania, a sua preferência caiu sobre o espetáculo do último grupo, uma vez que considerou a atuação mais mexida.

Fotografias: Inês Gama

 

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