Cidade

Marielle Franco lembrada na cidade de Coimbra

Manter viva a mensagem de Marielle e não deixar que casos semelhantes se repitam foram os principais pilares da vigília. Homenagem decorreu em várias universidades do país. Por Jéssica Gonçalves

Hoje, dia 19 de março, em várias universidades do país, realizaram-se vigílias em homenagem a Marielle Franco. “Marielle Franco, presente!” foi o mote da homenagem à ativista brasileira assassinada no Brasil. Coimbra não foi exceção, dado que às 18 horas, nas Escadas Monumentais, se fizeram ouvir os gritos e tambores da manifestação.

Esta iniciativa foi organizada pela Esquerda Brasileira em Coimbra, pela Assembleia Feminista de Coimbra e pela Associação de Pesquisadores e Estudantes Brasileiros de Coimbra (APEB/Coimbra). Contou com uma forte adesão por parte de membros destas estruturas, bem como por alunos da Universidade de Coimbra (UC) e ainda pessoas nas quais a mensagem da Marielle Franco deixou marca.

“Marielle representa uma mulher negra que vem da classe baixa das periferias do Brasil e que ascende na vida por meio dos programas sociais”, descreve Marcela Uchoa, vice-presidente da APEB/Coimbra e membro da Assembleia Feminista de Coimbra. Segundo a mesma, “a morte de Marielle não é uma simples morte, devido aquilo que ela representa”.

Para Stéfani Pressoto, estudante de Pós Graduação na Área do Direito do Consumo e dos Contratos na UC, é importante continuar a transmitir a mensagem de Marielle Franco. “As pessoas mantém-se em silêncio. É preciso acontecer uma situação como esta para que se perceba a gravidade da situação”, disse.

Ao longo de cerca de duas horas fizeram-se ouvir cânticos, tambores e discursos que retrataram a mensagem a passar depois da tragédia. “O mais importante é não esquecer o momento e o que aconteceu”, afirma Pedro Seabra, estudante de Lisboa presente na vigília.

Fotografias por Jéssica Gonçalves e Pedro Emauz Silva

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