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Cidade

Degradação da Escola une comunidade estudantil em protesto

Escola Secundária José Falcão não possui “condições dignas de estudo”. Espaço desportivo constitui maior preocupação. Por Daniel Pascoal, Ana Rua e Isabel Simões.

“Chega de conversa! Queremos obras depressa!” era uma das frases de revolta dos cartazes do protesto realizado, hoje, dia 16 de fevereiro, na Escola Secundária José Falcão. A partir das 10h30, alunos, pais, professores e funcionários fizeram um cordão humano em volta do edifício, para mostrarem a sua indignação perante as más condições da escola.

Tanto o diretor do estabelecimento, Paulo Ferreira, como a presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Secundária José Falcão (APEEESJF), Marta Mascarenhas concordam que ainda não receberam a verba prometida pelo governo, no ano de 2017.

Questionado pelo jornal PÚBLICO sobre a situação do estabelecimento de ensino de Coimbra, o Ministério da Educação referiu “que está em condições de lançar um procedimento de 450 mil euros, exclusivamente para recuperar a parte desportiva, no ano de 2018”.

Contudo, não é apenas o espaço desportivo que necessita de reformas, apesar de ser o mais urgente. Marta Mascarenhas reforça que “os alunos e os funcionários merecem condições dignas de estudo e trabalho, que a escola não oferece.”

“Antes de fazer parte da direção, há 12 anos, já alertava para as más condições do edifício”, revela o diretor. Porém, um dos principais entraves ao início da reforma é o facto de a escola ser um edifício classificado como de interesse público. O que implica “aprovação do Ministério da Cultura” para qualquer alteração. Além disso, confessa que o início das obras no ginásio “seria a esperança para o arranque da intervenção nos outros espaços”.

Marta Mascarenhas acrescenta que pretendem contactar mais uma vez os grupos parlamentares da Assembleia da República, dado que ainda não existiu “qualquer efeito prático”. A recomendação das obras foi aprovada em dezembro, pelo Parlamento “o que faz com que os vários órgãos da escola se unam” para que as promessas sejam cumpridas.

A manifestação foi organizada pela Associação de Estudantes (AE), contou com o apoio da APEEESJF e da direção da escola. A presidente da AE, Ana Teresa Fonseca espera que o movimento resulte. “Nós pretendemos lutar até ao fim”, assegura.

Fotografia: Isabel Simões

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