Desporto

Não há duas sem três

Briosa conquista a sua terceira vitória consecutiva. Ivo Vieira não está satisfeito e sublinha que a “Académica vai jogar sempre para ganhar”. Texto e fotografias por Catarina Magalhães e Ana Sofia Neto

Na semana em que a AAC celebra os 130 anos de existência, a equipa estudantil não desiludiu. Este domingo, a Briosa defrontou a equipa do Nacional. Do encontro no Estádio Cidade de Coimbra, a equipa da Académica saiu vencedora e encontra-se, agora, no quinto lugar da tabela. Antes do início da partida, foi feito um minuto de silêncio em honra de João Manuel Gris Teixeira, vice-presidente do Clube Desportivo Nacional.

O pontapé de partida foi dado pela equipa da casa. Chiquinho fez o passe que deu início à jogada que, aos 12 segundos, daria origem ao primeiro (e único) golo do jogo pela cabeça de Djoussé. Aos dez minutos, o autor do golo rematou novamente com um pontapé de moinho, mas falhou o alvo. Nos primeiros 15’ de jogo, os estudantes mostraram-se mais fortes, sempre à procura de um segundo golo, enquanto que a equipa visitante perdia facilmente as bolas. Nas bancadas, alguns dos adeptos queixavam-se de três faltas não marcadas a favor da Académica.

A equipa madeirense apenas revelou capacidade de reação, passada já meia hora do encontro, com o seu primeiro remate direto à baliza. O Nacional demonstrava mais força e eficácia nos passes, porém, não foi suficiente para travar a equipa adversária.

Antes do término da primeira parte, aos 42’, Nélson Pedroso bateu um livre direto, marcado após uma falta sobre Djoussé, que passou pelo lado direito da baliza. Perto do final dos dois minutos de compensação atribuídos pelo árbitro, o Nacional tentou rematar à baliza, mas os jogadores foram travados pelos defesas da casa.

A segunda parte revelou uma melhor prestação da equipa de fora, que se mostrou mais ativa, com uma defesa mais consistente e com um maior número de remates.

Ivo Vieira apostou, aos 52’, em Diogo Ribeiro, para o lugar de Djoussé, que revelou alguns problemas físicos durante o jogo, após ser alvo de várias faltas. De seguida, Diogo Ribeiro fez uma falta sobre Felipe e o jogador da Briosa viu cartão amarelo. Felipe marcou o livre, mas Chiquinho impediu o golo, ao colocar-se no caminho da bola.

Costinha apostou em Murilo e Vitor Gonçalves, por troca com Rochez e Diego Barcellos, aos 58’. Momentos depois, Murilo desperdiçou a marcação de um canto a favor da sua equipa, e Ivo Vieira aproveitou e colocou Ki em jogo, retirando Guima.

Aos 67’, Diogo Ribeiro desperdiçou a melhor oportunidade de golo da segunda parte, ao rematar ao lado.

As duas equipas esgotaram as substituições, quando faltavam dez minutos para o final do tempo regulamentar. Nos madeirenses, entrou Vanilson e saiu Camacho, e nos conimbricenses, entrou Harramiz e saiu Marinho. Aos 83’, Costinha viu a sua equipa reduzida a dez, quando Christian fez uma falta sobre Ki, e viu o segundo cartão amarelo. A Briosa desperdiçou, de novo, a oportunidade do livre.

A equipa do Nacional tentou aproveitar os cinco minutos de compensação dados por Manuel Oliveira, mas sem sucesso.

Na conferência de Imprensa, Costinha assumiu que a sua equipa não “esteve cá”. Confessou ser uma vitória justa e sublinhou que, “mentalmente”, a sua equipa foi mais forte na segunda parte. Já o treinador da Académica, Ivo Vieira, ressalvou que a partida foi “ganha de uma maneira inequívoca” e retrata a sua equipa como ofensiva, “sempre à procura de ganhar”. Quando questionado pelo Jornal “A Cabra” acerca de uma possível subida de divisão, o treinador acredita que “ganhando jogos é que se trilha o caminho”.

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