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Cidade

Reabilitação urbana é a próxima preocupação a entrar em cena

Tema foi base da dissertação da tese de doutoramento de professor da UC. A primeira pedra a ser lançada é a palavra. Por Miguel Mesquita Montes e Maria Francisca Romão

“A reabilitação urbana é um processo sem princípio nem fim”, quem o diz é Adelino Gonçalves, professor e investigador da Universidade de Coimbra, que é o convidado da iniciativa que vai ter lugar no Teatro da Cerca de São Bernardo. “Não tem data marcada, porque não pode ter”, garante, “mas a sessão para a discutir tem”. O colóquio “A Reabilitação Urbana Que Temos e a Que Devíamos Ter” decorre esta quarta-feira, 15 de novembro, pelas 18h.

Embora “com mais pressão em algumas regiões do que noutras”, as chuvas ácidas são um dos principais motivos apontados à degradação urbana, explica Adelino Gonçalves. Também a falta de operações de manutenção e conservação dos edifícios e monumentos justificam a necessidade de discutir a sua recapacitação.

Uma das perguntas com que a audiência vai ser abordada concentra-se no próprio conceito de reabilitação urbana. “A reabilitação de que se fala e que se procura realizar será, de facto, «urbana»?” é a questão proposta. Foi também esta problemática que levou Adelino Gonçalves a investigar o tema, e que funcionou como ponto de partida para a sua dissertação de doutoramento.

Neste sentido, o investigador esclarece que “a reabilitação urbana engloba realidades tão vastas quanto o património, os centros históricos ou o desenvolvimento global das cidades”. O professor defende ainda que “todos estes aspetos têm que ser pensados de uma forma integrada, no âmbito de uma visão que entenda as cidades como um todo”. No caminho para um desenvolvimento sustentável dos centros urbanos, importa “promover as vantagens estratégicas e controlar as suas fraquezas”, adverte.

Muitas cidades seguem estes planos e estratégias. No entanto, Adelino Gonçalves ressalva o seu receio de estas “não serem publicitadas o suficiente para que todos os cidadãos conheçam o seu conteúdo”. Ao ter Coimbra como exemplo, refere um plano de reabilitação urbana, aprovado em 2012, que admite ser ainda desconhecido.

O investigador considera que “aquilo que faz pulsar o coração dos centros urbanos são as especificidades que os tornam únicos”. Nas suas artérias, deve correr a “inspiração pelas cidades que admiramos e pelas quais nos apaixonamos”, conclui.

Fotografia: Arquivo

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