Desporto

Académica vs Freamunde – Os estudantes, um a um

Paulo Sérgio Santos e João Pimentel viram um jogo bidimensional ou tridimensional… às duas ou três pancadas, quer-se dizer. Foi um Esgueirão, um jogo Tripy em que nem sequer foi necessário um alucinogénio Traquina. Fotografia por Ana Francisca Nunes

Ricardo Ribeiro – 2

No secundário seria o tipo solitário, amante de poesia, membro do clube de xadrez, já preparando o seu futuro na arte de orientar as peças dispostas à sua frente. Todavia, como todos os tipos solitários, necessita de libertar energias e fá-lo resmungando com os adversários. Orientar a malta desorientada é que não.

João Simões – 2

Apanhou pela frente o “nosso” Diogo Valente (para os desmemoriados, o autor do centro para Marinho marcar um célebre golo a 20 de maio de 2012). Voltando ao João, foi isso.

João Real – 1,5

Tínhamos escrito no papel “imperial”. Depois, a Académica sofreu dois golos pela zona central em que, temos quase a certeza, teve função crucial. Contudo, tudo foi demasiado rápido. Para nós e para o João Real. A culpa foi do Sérgio.

Yuri Matias – 2

Para poupar espaço, façamos das palavras de João Real as suas, tirando três pormenores: distribui batatada a torto e a direito, faz passes descabidos para o seu guarda-redes e marcou o golo do empate final. Ah, não foi expulso.

Esgueirão – 1,5

O jovem de 17 anos fez a estreia na Ledman LigaPro. Pode ser que seja melhor a Fisico-Química. Teve direito a claque individual, é próprio da idade. Todavia, um pequeno conselho: encontrem-lhe um mentor melhor, porque copiar coisas de Nuno Santos não fica bem em nenhuma carta de recomendação a futuros empregadores. Saiu depois do quarto de hora da segunda parte, em consequência de ter levado um segundo banano.

Makondà – 2

Há toda uma posição que separa as várias existências de Tripy. A de trinco, onde filosófica e ontologicamente é nulo, e a de defesa-esquerdo, numa transfiguração quase mitológica de um ser na sua fénix, renascida das cinzas.

(Fernando Alexandre – 5

Temos a certeza que o Moreirense não jogou hoje, dado que não estava nos quartos-de-final da Champions, e por isso gostaríamos de sugerir uma alteração aos regulamentos da Liga. Basicamente, que jogadores emprestados possam jogar pelos seus clubes de origem, assim não seja necessário que usem do dom da ubiquidade.)

Tom Tavares – 1

De certeza que houve uma razão legítima, óbvia, plausível, inquestionável, irrefutável. Para quê? Simples, para a sua contratação no início desta época. Essa razão, possivelmente, chama-se golos. Que na Tapadinha foram às dezenas e no Calhabé nem vê-los.

Ernest – 2

Aviso à navegação, leia-se laterais esquerdos das equipas B do Benfica, Braga, Guimarães, Sporting e Porto. É sempre a mesma finta, na quina da área, em vez de procurar a linha, puxa para o meio e, ou remata ou centra (e centrar é um eufemismo).

Ki – 3

É caso para dizer, ki jogo! Nunca será o “quehácá”, mas tem potencial para ser bem melhor.

Traquina – 1,5

Reza a lenda que fez um passe bom para o Ernest e isso lhe rendeu 1,5 nas notas por nós hoje atribuídas.

Rui Miguel – 2

Marcou um golo aos 6 minutos. E depois limitou-se a ser o Rui Miguel. Já aqui perguntámos uma vez e reforçamos a demanda: onde está o Danny Marques?

Leandro Silva – 0,5

Teve certamente uma função em campo.

Marinho – 0,5

Também teve, certamente, uma função em campo.

Vidigal – 1,5

Se todos os que entrassem de início em todas as jornadas da II Liga, desde agosto até agora, tivessem a mesma garra e velocidade, talvez agora tivéssemos mais 70 pontos que o Portimonense e 75 que o Aves.

Sérgio Gaminha – 1,5

Pela sinceridade, rara, em conferências de imprensa. Passa agora o arrastão, no que resta da faina, novamente para o tipo do Lamborghini.

Espectadores – 1742

Mais do que nos municipais de Aveiro e Leiria, nos idos tempos de glória do União e do Beira-Mar. 571*2+600=1742, isto numa noite de quarta-feira não académica

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