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Desporto

AAC vs Sp. Covilhã – Os estudantes, um a um

As vitórias voltaram ao Calhabé e a Briosa aproxima-se dos lugares de promoção. Se a Académica podia ter vencido tranquilamente uma equipa com menos um jogador? Podia, mas não seria a mesma coisa. Por Paulo Sérgio Santos. Fotografia por João Pimentel

Ricardo Ribeiro – 1,5

Já por aqui se fizeram grandes elogios ao número 87 da Briosa. Contudo, o “Ninja”, hoje, foi mais um gatinho recém-nascido e confuso com a vida, a existência de membros, o descobrir o que com eles fazer. Não implica que não tenha feito uma ou duas defesas cruciais mas contribuiu, pelas piores razões, para que a noite não fosse um completo marasmo.

Pedro Correia – 2

Exibição corolada com uma entrada de carrinho e um cartão vermelho por acumulação de amarelos. O rapaz louro, alto e espadaúdo que veio substituir o tipo com problemas de identidade não foi expulso, nada disso. Antes aguentou nas suas canelas, heroicamente, a necessidade de pôr a sua equipa a jogar contra dez. Que seja mais vezes opção do seu timoneiro.

Nuno Santos – 1,5

Em cada casa portuguesa dá-se educação. E um dos princípios passa pelo respeito pelos mais velhos. Não foi isso que o 17 sentiu hoje na pele. Desde judiarias dos moços serranos a terem regado o relvado ao intervalo, precisamente na sua zona de ação, obrigando-o a correr mais, tudo lhe aconteceu. Não se faz.

João Real/Diogo Coelho – 1,5

As torres negras da defensiva estudantil foram hoje tudo menos assustadoras. Dores de quem calça chuteiras cor-de-rosa, parecendo que está mais interessado em pandãs primavera-verão do que em perceber o que raio o tipo que está na sua retaguarda e o outro à sua frente estão a fazer (mal, muito mal).

(Fernando Alexandre – 3,5

Vou fazer um pouco de adivinhação. Num jogo contra uma equipa de meninos grandes e corpulentos, o nosso sub-capitão fez tanta, mas tanta falta, que não teria como não ter sido o homem do jogo, tivesse conduzido de Moreira de Cónegos e vestido o manto negro [ o que a Liga não sabe – e parece que não sabe muito – não a magoa].

p.s. – e embora não fosse difícil ser o homem do jogo neste jogo, ele sê-lo-ia com toda a justiça)

Káká – 2

Não é bonito tocar sempre na mesma tecla, mas quem está na área de tentar corrigir o que de mal há no mundo tem, pelo menos, a obrigação de ser insistente e tentar. O moço é simpático, tem bons pés (alguém gravou aquela cabritinha aos 35’, que provocou um orgasmo coletivo na Mancha Negra?), quer ficar na Briosa para o ano (já é altura de começarem estas conversas), mas não, sublinhe-se, é trinco. Aqui entre nós, o Leandro Silva tem mais pinta disso.

Leandro Silva – 1,5

Faz lembrar o André André, ou só o André, ou outro qualquer da longa linhagem de médios que o seu clube mãe costuma produzir. Médios raçudos, com ar feroz e intimidante. Em tudo uma versão rapada de um jogador que foi emprestado ao Moreirense. Para jogar junto a Rui Miguel, o tabuleiro de Costinha deve estar invertido.

Marinho – 2

O nosso homólogo radiofónico que veio da Covilhã dizia que Marinho protesta muito, que sabe jogar à bola, por isso jogasse. Permita-nos a pergunta inocente: se El Capitán não pode protestar, quem pode? E, aos 91, aquilo que nos leva a apelidá-lo de El Capitán: descaído na esquerda, entra na área adversária e, perante o carrinho de um adversário, cola a bola ao seu pé, salta e aterra suavemente metros mais à frente, a bola ainda aconchegada junto ao couro da sua chuteira. E quando te reformares, Marinho, como vai ser?

Ki – 1,5

A malta da década de 1980 cresceu a ouvir maravilhas das unidades automóveis de fabrico sul-coreano. Fiáveis, seguras. O mecânico Costinha afiançou esse facto, mas, desiludido com a prestação motora, sugeriu uma mudança de pneus, para um material mais berrante. O resultado foi mais do mesmo, acelerações inconsequentes, arranques aos soluços.

Traquina – 1,5

“Ah, quando o Traquina jogava p’a caraças e marcava golos do outro mundo…”, “Porque raio é que o Traquina não corre?”, “Rais’parta o homem, que até o meu puto, quando deu a volta ao tartan, correu mais do que ele nos 90 minutos”. Aos 80, “Finalmente algo de jeito”. Minutos depois, “F***-**”. A realidade é uma coisa linda.

Rui Miguel – 2,5

É o homem do jogo pelo golo, às três tabelas, que marcou e que, certamente, deixou orgulhosos muitos membros da Secção de Bilhar da Associação Académica de Coimbra, pela promoção que fez do desporto. Não fosse isso e o melhor elogio possível é que, há décadas atrás, acabaria a sua carreira a trinco, fruto de um descer natural no relvado.

Nuno Piloto – 0

Devia ter jogado de início. Mas entre o devia, o que aconteceu e o que daí resultou, dado todo um conjunto de circunstâncias, foi um zero.

Diogo Ribeiro – 0

Tem ar de ser bem-intencionado, vê-se pela velocidade com que corre. E educado, pela forma como se apruma capilarmente de forma perfecionista após cada cabeceamento. Mas, metaforicamente falando, não chega para que qualquer pai concorde com que despose a sua filha.

Tom – 1

Finalmente a razão pela qual, penso, o contrataram. Longe, contudo, dos seis golos de 2013/14, ou dos oito de 2014/15, ou ainda dos nove de 2015/16. Mas continua a ser senhor de uma bela compleição física.

Costinha – 2

Continua a ser um prazer ouvir as suas justificações nas conferências de imprensa, o que diz dizer aos seus jogadores para os motivar, toda uma ciência discursiva apenas ao alcance dos melhores. Contudo, e dado que assumiu que a malta opositora era de um cariz fisicamente poderoso, porquê jogar com Káká a médio mais recuado?

p.p.s. – aqui na segunda, os jogadores emprestados não jogam contra os seus clubes, certo? Para a semana é em Famalicão.

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