Ensino Superior

Novos corpos gerentes da AAC tomam posse

Reforçar a participação dos estudantes no associativismo e apostar no aprimoramento do trabalho feito no anterior mandato são os principais objetivos do novo dirigente da DG/AAC. Por Carlos Almeida

Na hora da despedida, a cerimónia que simboliza a renovação de ciclo dos corpos gerentes da Associação Académica de Coimbra (AAC) ficou marcada pelo discurso de José Dias, agora ex-presidente da Direção-Geral da AAC (DG/AAC). As palavras do reitor da Universidade de Coimbra (UC), João Gabriel Silva e do recém-empossado presidente da DG/AAC, Alexandre Amado, demonstraram a vontade de um Ensino Superior mais inclusivo. A tomada de posse dos novos órgãos de gestão da AAC teve lugar esta quinta-feira, no Auditório Central da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC.

À semelhança do que ocorreu a 21 de janeiro de 2016, no anterior empossamento, José Dias citou o poema de Manuel Alegre, “As mãos”. O presidente da DG/AAC cessante explicou que acredita que a AAC  “continua a ser uma instituição com uma ação cultural, artística, científica, desportiva, cívica e política promotora dos valores da democracia e da liberdade”. Depois de falar dos compromissos do seu mandato e de ilustrar a esperança no trabalho futuro da AAC, José Dias agradece de forma individual a todos os membros da DG/AAC, do mandato de 2016, e passa o testemunho a Alexandre Amado.

“A democracia é uma construção coletiva permanente, que requer uma participação assídua no seu aperfeiçoamento”, declara o novo presidente da DG/AAC. Durante o seu discurso, Alexandre Amado argumentou que é “preciso transformar a governação das instituições num exercício democrático e pluralista que recoloque a voz estudantil no patamar que merece”. Como seguimento destas palavras, é também sublinhada a rejeição do Regime Fundacional e a revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior.

Em relação a passos a dar no futuro, do lado da DG/AAC, Alexandre Amado afirma que é necessário continuar o legado de anteriores Direções-Gerais e “construir algo novo e diferente”. Para isso é necessário “ter um envolvimento distinto na comunidade estudantil e pegar nas lutas que são importantes”, afirma. Já o novo presidente da Mesa da Assembleia Magna da AAC (MAM/AAC) aponta que uma das suas maiores ambições “é reunir com antigos presidentes da MAM/AAC, dar a conhecer a nova equipa e ficar inteirado de todos os dossiês e das experiências daqueles que já serviram a AAC”. Eric Jorge, agora presidente do Conselho Fiscal da AAC, explica que “é necessário pôr tudo em ordem, tanto a nível de eleições, como de regulamentos internos que estejam para ser revistos e, depois, os casos mais delicados”.

A cerimónia serviu também para demonstrar o desejo de inclusão. Alexandre Amado salientou a ideia de “educação universal” como mecanismo que “deve oferecer a todos, sem exceção, uma oportunidade de alcançar qualquer patamar na vida”. João Gabriel Silva acrescentou que a UC é “uma escola do mundo” e, por isso, deve-se “aumentar de forma significativa a participação dos estudantes, não só na componente pedagógica do ensino, como na componente associativa”.

A sessão contou ainda com um momento musical com fado de Coimbra. Após o seu término, José Dias conta que se sente nostálgico, mas grato pelo ano transato. “Houve muitos desafios, era grande o objetivo de aproximação à cidade e às grandes instituições como a Câmara Municipal de Coimbra e o Organismo Autónomo de Futebol”, esclarece. Conclui que se “conseguiu, não só unir a AAC em torno de valores e princípios, como manter a linha política”.

Fotografia: Carlos Almeida

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