Ensino Superior

Alterações no Código da Praxe da UC levam à criação de novo órgão

Ajustes são feitos desde o ano 2000. Revisão realiza-se “no sentido de melhorar a vivência diária daqueles que gostam da praxe e da tradição”. Por Rita Fonseca

 

Código da Praxe dos estudantes da Universidade de Coimbra (UC) é alvo de revisões por parte do Magnum Consilium Veteranorum – Conselho de Veteranos da UC. As atualizações entraram em vigor no início do corrente mês. Estas foram feitas para que “tudo continue a correr dentro da normalidade”, segundo o Dux Veteranorum, João Luís Jesus. “Havia coisas que precisavam de ser alteradas e ajustadas”, explica.

Esclareceu-se “o 1º artigo que afirma a praxe segundo uma definição” que havia “perdido o sentido para algumas pessoas”. Foram acrescentados alguns pontos que mostram que “a praxe não são só regras”, mas sim “princípios de comportamento”, que estabelecem as normas “num determinado contexto académico para quem adere à estrutura da praxe e da tradição”, justifica João Luís Jesus.

Foi também realizado um ajuste em relação “aos alunos dos mestrados integrados”, onde se “adotou uma solução similar à que existia antes da implementação de Bolonha”. Assim, os mestrados integrados voltam ao regime de uso das “Insígnias Pessoais no penúltimo ano do curso”. De acordo com o Dux Veteranorum, “as alterações feitas não passam por ir buscar aquilo que já existia e que, com as mudanças anteriores, deixou de funcionar tão bem”.

Também o exercício da praxe dentro da universidade foi sujeito a alterações, de forma a não existirem casos de “dúbia interpretação”. João Luís Jesus explicita que a praxe vai ser deixada “do lado de fora [das faculdades]”.

Uma das alterações mais significativas “é a criação de um órgão para facilitar a ligação entre o Conselho de Veteranos da UC e os estudantes, o Forum Apparitor”. Desta assembleia faz parte um estudante representante de cada curso da universidade. Tem como objetivo que “as informações que o conselho pretende transmitir aos estudantes cheguem de forma mais rápida” e também que “qualquer coisa que surja nos cursos chegue mais depressa ao conselho”, afirma.

As presentes alterações foram realizadas na sequência do que já é feito desde 2000 ao Código da Praxe dos estudantes da UC. Isto passa por, “de forma regular, olhar para o código e para a realidade, de forma a ver se é preciso fazer alguma alteração ou ajuste”, informa o Dux Veteranorum. Estas revisões são feitas “de forma cíclica, a cada 4 ou 5 anos”. A última entrou em vigor “no início de 2013″.

A reação dos estudantes da UC face às alterações são “positivas”, pois “são no sentido de melhorar a vivência diária daqueles que gostam da praxe e da tradição”, conclui.

Fotografia por: Margarida Mota

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