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Desporto

AAC vs Penafiel – os estudantes, um a um

De uma tarde cinzenta, fica a ideia de que Penafiel pode ter sido contaminada por Espanha. E que é bom que o mercado feche rapidamente, não fiquemos também sem um guarda-redes e o capitão. Texto por Paulo Sérgio Santos. Fotografias por Inês Duarte

Ricardo Ribeiro – 3,5

#somostodos87. Já diz o povo que quem não se sente não é filho de boa gente. E Ricardo Ribeiro assim foi, perante uma agressão a Káká. De Penafiel a Guimarães há uma autoestrada, são 35 minutos. Os penafidelenses já foram invadidos? Ah, e as defesas, claro. Mas, raios, um guarda-redes que defende o emblema assim é tudo.

Nii Plange – 2

Alguém que esclareça finalmente porque é que ele é Maxwell, algo para além de um qualquer distúrbio de personalidade, que tanto o faz ser o melhor em campo como entrar pelo mesmo diapasão mediano que a sua linha defensiva.

João Real – 1,5

Alguns apontamentos interessantes, vide saídas de bola depois de demonstrar que os seus pitons de alumínio são os melhores do mercado no que toca a penetrar meias e caneleiras alheias. Tivessem eles servido para que não fizessem dele gato e sapato, e estaria João Real mais satisfeito a esta hora. Assim, cabe dizer que todos temos direito a um mau dia. Pelo menos, não foi expulso.

Diogo Coelho – 1

O nosso madeirense favorito tem deixado a consistência do início de época algures em parte desconhecida. De bombeiro passou a incendiário, colocando a defesa estudantil em lume máximo. Além disso, houve uma tendência para ignorar Nuno Santos que, por acaso, hoje até esteve no seu melhor dia; caso contrário, tendo em conta a quantidade de vezes que o desgraçado se viu sozinho contra dois ou três, o resultado teria sido muito pior. Não quis ficar até ao fim para espetar um abre-olhos nalgum tipo de encarnado.

Nuno Santos – 2

Foi rápido. Ser rápido parece uma incongruência, uma qualquer anomalia espácio-temporal que não combina com o lateral da Briosa. Mas hoje foi uma constatação, que qualquer estudo científico comprovaria. Nuno Santos correu, e correu a uma velocidade que se pode considerar rápida. Graças a isso foi expulso. Mas correu.

Makonda – 1,5

Nos primeiros minutos de jogo, Tripy fartou-se de olhar para trás. Duas possibilidades: um, condição premonitória de que aqueles dois indivíduos emparelhados na sua retaguarda iriam fazer porcaria; dois, quem eram aqueles indivíduos, o que estava ele a fazer ali. Qualquer das duas se assumiu como possível e efetiva mas só a segunda o fez perder a segunda parte.

(Fernando Alexandre – 4

Teria sido o jogo ideal para o nosso capacete azul. Todo um território hostil a necessitar de intervenção musculada. Se há desperdício, é saber que o nosso antigo trinco anda agora a distribuir pau na I Liga. Não se faz: pode tirar-se o bar do arruaceiro, mas nunca o arruaceiro do bar. E a I Liga é um ‘effing’ baile de gala.)

Káká – 2,5

É um tipo macio. Já aqui falámos disso, lembram-se? Apanha sovas de criar bicho, mas não o cria. E isso, numa segunda Liga, é impensável. Contudo, é dos melhores a rematar de fora da área (Ernest, treina com ele!). Conselho: fazer greve do que quer que melhor se adeque, se não o colocarem a jogar mais à frente.

Marinho – 3,5

Não há quem não tenha ficado com a sensação de que foi expulso, após o apito final do senhor de amarelo, só por ser quem é. É um tipo inconstante, quando lhe apetece – sim, é. Mas quando lhe dá, é impossível não acreditar que a genialidade possa vir em doses pequenas.

Leandro Silva – 1,5

Já todos passámos por isso, aquele conhecido que andava no nosso curso, congelou a matrícula e agora resolveu regressar. Precisa dos amigos para os apontamentos e na sua altura ainda se usava papel e caneta em vez das novas tecnologias. Isso e jogar no lugar de Pedro Nuno. É coisa para afetar qualquer um.

Ernest – 2

Resolução de ano novo: uma hora de remates após o final de cada treino. Nota mental: agora que a cidade está cheia de obras, o que não falta são pinos para a barreira. Nota mental II: nunca julgar que alguém pode dar um bom lateral com apenas uma jogada vista.

Tozé Marreco – 3

Primeiros minutos dedicados a exercícios de como cair, algo que viria a ser bastante útil durante o resto da partida. É o sucessor físico, moral e espiritual de Fernando Alexandre. Tem o cabelo (um pouco menos, mas ignore-se isso), o caparro e o desejo de pacificação pela sarrafada que o seu antigo colega tinha. E é disso que a malta precisa numa tarde fria.

Rui Miguel – 2,5

Todo um senso de camaradagem agradável no nosso Rui Miguel, para com a sua antiga equipa. Desde biqueiros em zonas traseiras a biqueiros em zonas menos recomendáveis por mais dolorosas (leia-se canelas, joelhos, tornozelos), o 10 esteve lá sempre. E marcou um penalti.

Nuno Piloto e Jimmy – 0

Entraram para defender e a Académica defendeu. Mas se os adeptos tivessem problemas cardíacos, estes senhores eram parcialmente responsáveis, mesmo que se pense que teria sido uma boa dupla para jogar de início. (p.s. – alguém viu o Jimmy de outubro?)

Costinha – 3

É dele, disse ele, parte da vitória. Mas são da sua autoria, também, mesmo que não o tenha referido, as taquicardias que muitos sentiram no último quarto de hora. Tem, ainda, dito ao grupo que é dos melhores em que alguma vez esteve. Relembrando o Porto de Mourinho, a Champions é o céu para a Briosa?

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