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Desporto

Halterofilismo rejuvenesce com a conquista de dois títulos nacionais pela SH/AAC

“Trabalho e planeamento” apresentam-se como palavras de ordem. “Permitir, no futuro, arranjar contactos internacionais” é o mais importante para o Halterofilismo. Por Hugo Guímaro

Mais uma edição do campeonato nacional de clubes realizou-se no passado dia 3 de dezembro, na Baixa da Banheira, Setúbal. Participaram cerca de 90 atletas em representação de dez clubes, um deles a equipa masculina e feminina da Secção de Halterofilismo da Associação Académica de Coimbra (SH/AAC). Esta conquistou dois títulos nacionais, femininos e masculinos, bem como os prémios para os melhores levantadores, entre outros recordes.

“Com a abertura do Estádio Universitário foi possível reunir outra vez a equipa toda” e, “apesar de todas as dificuldades, mantivemos sempre um grupo de trabalho bastante unido e focado”. É assim que Alexandre Brás, treinador e coordenador da SH/AAC apresenta e descreve a prestação do clube.

Pela primeira vez a SH/AAC levou a competição uma equipa feminina completa. “Fizemos captação de algumas atletas e, desde essa altura, andámos a trabalhar para esta prova”. O “objetivo definido para esta competição era tentar ganhar”, esclarece Alexandre Brás. O treinador e coordenador acrescenta que “havia um objetivo delineado e este foi conseguido”. Com os prémios conquistados pela equipa feminina, a SH/AAC espera “manter, motivar as atletas” e divulgar os resultados para “captar novos membros” de forma a, “um dia, voltar a ter atletas internacionais”, explica o coordenador.

Este ano, a equipa masculina conseguiu revalidar o título de 2014 e, perante este resultado, Alexandre Brás refere que “a equipa estava à espera de ir ao pódio masculino, mas não à espera de ganhar”. “Para os atletas masculinos, as expectativas foram superadas”. Considerado o melhor halterofilista, o atleta Ricardo Santos conquistou o primeiro lugar na categoria de -85 quilos e é o “porta-estandarte da secção”, como afirma o treinador. “É um protótipo daquilo que se defende na AAC, o atleta-estudante e universitário focado e dedicado à prática, que treina de forma exemplar”. Alexandre Brás diz considerá-lo “como exemplo para os mais novos, ao dizer que é possível conciliar os estudos com a prática desportiva”.

“Está a ter uma grande dinâmica neste momento”, declara o coordenador sobre o panorama atual do halterofilismo. Esta modalidade “esteve quase morta em Portugal há dez anos atrás, com alturas em que não houve uma única competição”. Foi, “nos últimos quatro anos revitalizada, pela formação de uma nova federação”. Defende ainda que o aparecimento de novos clubes “cria uma dinâmica e concorrência” entre eles e assegura “melhores condições de aprendizagem para os atletas”.

A preparar a próxima época, a SH/AAC vai organizar uma competição com o objetivo de internacionalizar os seus atletas, “para eles começarem a ter hipóteses de conviver com outros colegas, de terem outras experiências e de verem outras metodologias”, declara.

“Permitir, no futuro, arranjar contactos internacionais” e a “troca de experiências” são os pontos mais importantes que o coordenador destaca da realização da competição. “Vai fornecer-nos um cartão-de-visita internacional”, finaliza Alexandre Brás.

Fotografia gentilmente cedida por Secção de Halterofilismo da Associação Académica de Coimbra

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