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Desporto

AAC vs Sporting B – Os estudantes, um a um

Ao virar do ano, há jogadores que partem, outros que ficam e quem passe a ter no currículo que já foi ultrapassado por Ronaldo. Mais golos, esses, ficam para o ano. Texto por Paulo Sérgio Santos. Fotografia por Inês Duarte

Ricardo Ribeiro – 3

“No man is an island, entire of itself; every man is a piece of the continent, a part of the main”. John Donne, quatro séculos antes, definiu na perfeição o desejo do guarda-redes da Académica. A necessidade de se ligar aos seus colegas, ao primor do colectivo, levou-o a realizar a defesa da tarde mesmo ao cair do pano. Isto em 90 minutos mais ilhéus que continentais.

Nuno Piloto – 2

Foi, à imagem do início da época, lateral direito, na ausência de Maxwell Nii Plange. E começou também por aí a sua ausência de parte da partida, parte significativa, que isto de ser lateral tem que se lhe diga e as pernas já não são para piscinas.

Nuno Santos – 1,5

O experiente defesa esquerdo da Briosa continua a sua saga de ineficácia, que o levou a perder o lugar para Makonda. Hoje, à semelhança de outras tantas tardes, os intermináveis minutos em campo resumiram-se a perder reposições de campo, a ser vilipendiado pelo francês mono-finta com nome esquisito do Sporting B e a fazer pouco do atarracado lateral direito dos secundários verdes e brancos. Qualquer adepto de bancada teria feito o mesmo, senão melhor.

Alexandre Alfaiate – 3

Lembro-me dos seus primeiros tempos, quando chegou ao Calhabé. Estava sol, calor, era Verão ainda. Hoje é final de ano, o tempo está frio, embora o sol brilhe no céu, e Alfaiate juntou-se à festa apenas para deixar bem claro que nunca na sua carreira foi ultrapassado por Ronaldo e também não seria hoje. É como aquele familiar que vem aos repastos domingueiros uma vez por outra mas não está para palhaçadas.

Diogo Coelho – 2

Hoje não era o seu dia. E, para que conste, ao regressar à Madeira deve evitar passar junto de uma determinada estátua, à porta de um determinado museu. Se hoje foi o que foi com um sósia mal amanhado, imagine-se com uma bizarma de 3,40m e 800 quilos.

Jimmy/Tom – 1,5

#sddsFernandoA. Que se inundem as redes sociais com esta ‘hashtag’ esta noite. Que se ilumine a escuridão que fica com a partida de um dos melhores trincos que o Cidade de Coimbra viu nos últimos anos. Pela amostra desta tarde, nem dois Jimmys e dois Toms, contrariando as regras futebolísticas e insistindo num 13 contra 11, vão conseguir suprir.

Marinho – 2

Reviveu uma certa tarde de 2011, longe vão os anos. Mas Coimbra não é a Cruz Quebrada, o Calhabé não se chama Jamor, na Académica já não moram Adrien e Cedric e o tempo não foi clemente. Nunca é. E do outro lado estavam miúdos que, seguramente, ou não eram nascidos nessa data ou nem fazem ideia do que estou a falar. Assim sendo, o seu ponto alto foi, na primeira parte e a seguir a um penalti não assinalado pelo árbitro, abrir os braços em sinal de desagrado e mandá-lo para onde o sol não brilha.

Ernest – 3,5

Há que dar a mão à palmatória e admitir que o pequeno 19 tem uma velocidade estonteante. E, por via desse atributo, conseguiu um sem-número de ocasiões de perigo, sobretudo na primeira parte, até ser inexplicavelmente substituído por Káká. Parece que é o káká.

Traquina – 1,5

Viu-se unicamente aos 51 minutos. No espaço entre esse minuto e o seguinte conseguiu a proeza de realizar uma espargata digna de ginástica acrobática, e que lhe poderia ter dado uma estadia com tudo pago na Ortopedia 2, e de correr mais do que em toda a época. Isto tudo, sublinhe-se, no mesmo tempo que demoro a escrever estas singelas linhas. Um minuto, um só minuto.

Rui Miguel – 2,5

Leva mais 0,5 do que aquilo que lhe pensei dar porque cobrou a grande penalidade que decidiu o encontro, o que não pode ser de somenos importância. Todavia, aos 9’ falhou um cabeceamento que gerou impropérios na bancada que levaram pais a tapar os ouvidos aos seus pequenos. E aos 23’, com a baliza literalmente toda aberta, desperdiçou mais um golo. E quando digo literalmente, é mesmo aberta, não como se costuma dizer e depois havia uma pequena multidão a dificultar. Não, toda a-b-e-r-t-a.

Káká, Tozé Marreco e Ki – 0,5

Meio ponto pelo esforço. O primeiro entrou para realizar um aquecimento mais consentâneo com vista ao ‘reveillon’ e, em 60 segundos, levou e deu bordoada, com consequente amarelo. O outro foi incumbido da missão de guardar, com a própria vida, a zona das bandeirolas de canto e, se possível, aí conservar a bola. O último enfiou a cara onde não devia e por pouco que não estava, a esta hora, a cuspir pedaços de dentes e afins.

Costinha – 2,5

A nota é acoplada à de Rui Miguel. Não tivesse o trintão fuzilado o ‘steward’ que estava na baliza dos leões B e a cantiga seria outra. Sim, poderia no final gabar-se de haver poucas equipas na Europa com a solidez defensiva da Académica. Mas também há poucas com a ineficácia ofensiva dos estudantes. Será que também há estatísticas no balneário para estimular os atacantes?

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