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Desporto

AAC VS PENAFIEL – OS ESTUDANTES, UM A UM

Estudantes afastam Rubro-Negros e rumam aos quartos de final da Taça de Portugal. Restam duas barreiras por ultrapassar para a Briosa voltar a subir a escadaria do Jamor. Texto e fotografia por João Ruivo

José Costa– 3

Tal e qual a Raposa-do-Ártico, perante os 7ºC no campo do Calhabé, o guardião encontrou a chave para a sobrevivência em três fatores: a conservação da energia, optou pela hibernação face à falta de iniciativa do Penafiel, procurou suportar o frio (adaptação) com a mudança para locais mais quentes, ao deslocar-se para junto da bancada da Mancha-Negra, e, por fim, recorreu à migração, tendo em conta que agora só deve voltar à baliza da Académica na próxima eliminatória da Taça de Portugal, em janeiro de 2017.

Pedro Correia – 3,5

Cumpriu 90 minutos em progresso contínuo. Da última vez que jogou pelos estudantes, era impensável que os EUA viessem a ter o desfecho conhecido nas presidenciais.O lateral direito da Briosa, participou em jogadas ofensivas, e quando foi preciso também fez uso do “grab them by the shirt”. O loiro de camisola 8 fez o lado direito da defesa da Académica, “Great again”.

Nuno Santos – 2,5

Se o jogo da Académica fosse um musical, Nuno Santos seria o Fantasma da Ópera. Não pelos dotes musicais, mas porque o camisola 17 fez parecer na primeira parte estar escondido atrás de uma máscara, que não o deixava ver o jogo. Conseguiu, no segundo ato, algumas combinações, cruzamentos e recuperações de bola, para construir jogadas e entrosar-se com os colegas. Se o espetáculo da Académica tiver uma adaptação para cinema, o esquerdino pode vir a ser parte do elenco, enquanto ‘stuntman’.

Diogo Coelho – 3,5

O central, levou uma cajadada do árbitro, ao ver um golo ser anulado ao minuto 18, num lance em que ganha a bola, a Coelho, guarda-redes adversário. E assim se cumpriu o provérbio dos dois coelhos. O madeirense de gema não caiu no engodo dos atacantes Rubro-Negros e, ao travar com frieza as incursões do adversário, mostrou o porquê de o peixe espada preto, ser capturado de forma artesanal pelos seus conterrâneos, nas profundezas do mar da Madeira.

João Real – 3,5

O camisola 13, em francês é Laurent Blanc, inglês Gary Pallister, em italiano é Alessandro Costacurta… para Costinha, é o João, e basta!

Jimmy – 3

São algumas as semelhanças com William de Carvalho, que não se resumem à repetição de consoantes no primeiro nome. o camisola 88 é forte a recuperar bolas, ainda que por vezes sejam resultado de lances em que o mesmo acabou por comprometer. Jimmy resentiu-se com a temperatura no recinto, era o terceiro homem em campo de luvas. Quando foi substituído por Marinho, retirou-as e explicou à equipa técnica da Briosa, que na sua terra natal, a cidade da Praia, em Cabo Verde, estão 26ºC.

Makonda – 4,5

Mais uma vez o francês agitou o jogo, e de que maneira! Jogou e fez jogar. A meio da primeira parte, decidiu aquecer os 1425 espectadores com um remate pontapé de bicicleta que foi de, forma infortuna, defendido.

Káká – 2.5

O camisola 22 lutou e esforçou-se, mas foi inglório. Decorria o minuto 33, quando Rui Miguel se isolava para a baliza e o centro-campista falhou aquele último passe, situação que se repetiu, e já (cá)cansa. O sino da torre da Universidade tocou as 19 horas e o jogador perde uma das chuteiras. O Grão-Duque da Académica, percorreu uns bons metros no relvado com o calçado na mão, e a olhar para o jogo sem saber o que fazer. Sentou-se no meio campo e tal e qual a Cinderela, calçou a sua chuteira e rumou para um castelo, conhecido pelo nome de banco de suplentes.

Ernest– 4,5

O extremo é inesperado, enquanto dribla os adversários no seu caminho usa uma crista laranja com o código de cor hexadecimal #ffa500. Ao minuto 87, ao segundo poste, coloca a bola na baliza e faz o único golo do jogo! Passaram 10 anos e a Académica ganha, por fim, ao Penafiel.

Traquina – 3

Aos 11 minutos, sozinho frente a frente com o guardião adversário, remata para fora. Aos 44 voltou a falhar de forma clamorosa. Foi a maior vítima da equipa visitante e quase todas as faltas que o Penafiel fez, foram sobre o camisola 20. Como Antonio Conte referiu recentemente, o melhor para recuperar da dureza de um jogo é beber uma cerveja, mas é só uma, e não é no NB é no BN (balneário).

Rui Miguel– 3

Teve uma prestação de ‘lucha libre’. Ao intervalo, após subir ao Relvado o camisola 10 era incentivado por Costinha para fazer o golo, mas foi difícil o ‘wrestling’ mexicano. Envolvido em movimentos aéreos, com ‘high-flying moves’ pouco espetaculares, foi pouco profícuo no ringue. Os ‘luchadores’ são divididos geralmente em dois grupos: ‘Rudos’ (os maus) e Técnicos (os bons). Que tipo de ‘luchador’ será Rui Miguel?

Marinho– 1,5

Entrou a 5 minutos do fim para dar a chamada “estrelinha da sorte” na Taça. O capitão ainda sofreu um par de faltas que, segundo o defesa do Penafiel que as cometeu, afirmou, perante o árbitro, que seriam para Traquina.

Tom Tavares – 2

Entrou para na jogada do golo, ouvir o ‘speaker’ do estádio a atribuir-lhe o golo de Ernest, em alto e bom som, ouviu “GOLO DE TOOOM TAVARES”. Aceitou e agradeceu o gesto amável do colaborador da Briosa.

Tozé Marreco – 0

Entrou e provocou uma escaramuça com Coelho, guardião adversário. O lance resultou em amarelo para ambos os jogadores. Foram uns minutos “queimados” que lançaram a Briosa para os quartos de final da Taça de Portugal. Costinha já avisou que os seus jogadores, estão impedidos de perder tempo, ou ter qualquer tipo de comportamento anti-desportivo. Contudo Marreco saiu de cabeça levantada e a pensar fazer golos já no próximo jogo.

Costinha– 4

Aproxima-se a troca de presentes e o “Ministro” soube o que dar aos adeptos. Refere que os seus jogadores estão “preparados para vender cara a derrota” e, ao mesmo tempo, “entreter os espectadores.” A equipa técnica da Briosa está empenhada em trabalhar, rever conceitos e preparar um ‘brioso’ 2017.

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