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Desporto

AAC VS BRAGA B – OS ESTUDANTES, UM A UM

Ao contrário do restante país, em Coimbra, a tarde era soalheira e apelava à boa prática desportiva. Porém, reinou a apatia num encontro entre duas formações que se dirigiram ao relvado do Estádio EFAPEL Cidade de Coimbra para “domingar”. Texto e fotografia por João Ruivo

Ricardo Ribeiro – 3

Ao camisola 88 da Briosa, aconteceu o que de pior pode acontecer a um guardião. Ao minuto 50, num lance divido com o adversário Joca, o guarda-redes dos estudantes foi pisado na cara.
Não se deixou ficar e qual assistência médica, qual quê! Esqueceu-se que no local do sinistro se dever manter a calma, ser cortês e objetivo. Enquanto lesado, Ricardo Ribeiro de declaração (pouco) amigável em punho, dirigiu-se ao causador do dano, que por sua vez informou o estudante que teria que comunicar o sucedido, por escrito, à sua seguradora.

Nii Plange – 3

A alcunha do jogador hoje não foi Maxwell mas sim Bit. Este termo que em computação, é atribuído ao dígito binário (0 ou 1) reflete a sua ação ao minuto 68. Após percorrer isolado o flanco direito, numa situação de ataque de dois para um, advinhe-se o resultado da sua operação lógica e aritmética. Passou a bola a um (adversário) e o resultado foi zero.

Makonda – 3,5

Sabe-se que este esquerdino formado nas escolas do PSG, em épocas passadas, sofreu algumas lesões complicadas. Um dos médicos mais mediáticos do mundo, Sanjay Gupta, defende o uso medicinal da canábis para o tratamento de várias doenças. O jogo sonolento do francês deixou a dúvida, será o relvado de maconha ou foi apenas Makonda?

Diogo Coelho – 3

Tal e qual um gato doméstico, com os donos ausentes, perde bolas para depois as recuperar.

João Real – 4.5

Num jogo em que os colegas pareciam ter tido uma noite complicada de cevada e outros cereais, o central da Briosa foi imperial! Com uma sucessão de cortes decisivos, ao quarto de hora de jogo foi determinante para o resultado final.

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Jimmy – 2

O amarelo que recebeu a meio da primeira parte baralhou o jogador cabo-verdiano, após um corte de bola exímio, à Costinha. Enquanto aluno dedicado e estudioso, ao intervalo, pediu ao mister para o deixar sair mais cedo do jogo a fim de consultar a legislação no site da Associação Portuguesa de Arbitragem e evitar futuras reincidências.

Kaká – 2,5

Aos quinze minutos alguém gritou da bancada: “corram!” Momento em que o centrocampista acatou a ordem e começou a fazer lançamentos longos nos flancos para os seus companheiros, conforme o pedido expresso do adepto 1736.

Marinho – 3

Estudos recentes demonstram que a locomoção das cobras depende das suas escamas. A mecânica que Marinho emprega quando serpenteia adversários continua a ser objecto de análise. Percebe-se que o capitão é capaz de gerar diferentes quantidades de fricção, dependendo do direcionamento, porém “isso não explica como as cobras se podem mover em áreas onde não há nada para se apoiarem”, afirmou David L. Hu, do Instituto de Tecnologia da Georgia e da Universidade de Nova York.

Traquina– 2,5

O extremo dos estudantes ensinou o amigo Rui Miguel a fazer chapéus, apenas faltou sublinhar a parte fulcral, que é fazer golo. Por sua vez, Rui Miguel ensinou traquina a fazer cabeceamento em mergulho e, aos 75 minutos de jogo, o “peixinho” de João Traquina viu o golo ser negado pelo guardião bracarense, Tiago Sá.

Rui Miguel – 4

O mais inconformado com a sonolência alheia. Batalhou, quase sempre de costas para a baliza, e conseguiu ganhar a maioria dos lances. Aos 12 minutos pegou nos apontamentos do colega Traquina e tentou o golo em chapéu, que falhou por pouco.
Aos 61 minutos sofreu uma falta dentro de área, colocou a bola na marca de grande penalidade, benzeu-se e rematou para o lado contrário do guardião arsenalista. Fez, assim, o golo que garantiu a vitória da Briosa.

Tozé Marreco – 2,5

Sofreu diversas entradas duras e nem por isso ganhou muitas faltas. Num jogo em que os técnicos das duas equipas se referiram ao facto de haver árbitros estagiários, será que a falta de golos de Tozé pode colocar em risco a sua bolsa de alojamento no onze?

Nuno Santos, Ohemeng – 1,5

Jogadores, que antes de renderem a posição dos colegas, no banco estavam de auscultadores a escutar a ‘playlist’ preparada por Costinha, com temas como: “Changes – David Bowie”, “I Can Change – LCD Soundsystem” e “Wind of Change – Scorpions”. Seleção de temas que, ainda assim, não fizeram os jogadores abanar a partida.

Tom Tavares – 0

Entrou a dez minutos do fim do jogo, e jogou o que pôde.

Costinha – 3,5

O treinador da Velha Senhora elogiou o futebol positivo do adversário, ainda que, tenha perdido pela primeira vez no que às peças de gala diz respeito. O treinador da equipa  adversária, Abel, aperaltou-se para a vinda a Coimbra, com uma indumentária de alta costura. Qual Milão, Tóquio, Nova York, Roma, ou Paris. A ‘haute coutureteve um novo palco, o Calhabé.

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