Ensino Superior

Ordem dos Advogados abre prazo excecional para curso de estágio

Estudantes de Direito conseguem que OA chegue a uma solução definitiva. “O desfecho não poderia ter sido melhor”, afirma o presidente do NED/AAC. Por Carlos Almeida

O programa da Ordem dos Advogados (OA) deste ano passou por constrangimentos devido ao fecho das inscrições a 23 de setembro, altura em que alguns dos estudantes de Direito de todo o país se viram impossibilitados de se candidatar, por estarem ainda a realizar exames finais. Como consequência foram anunciadas, ontem, dia 14, novas datas de candidatura para o curso de estágio desta instituição. Desta forma, o limite para apresentação de formulários extende-se de 16 a 20 de novembro.

Esta situação foi acautelada pelo Núcleo de Estudantes de Direito da Associação Académica de Coimbra (NED/AAC), em conjunto com o Conselho Nacional de Estudantes de Direito (CNED). Numa fase inicial o NED/AAC procedeu a uma audiência com a bastonária da OA, Elina Fraga, na tentativa de sensibilizar para o que o presidente do NED/AAC, Miguel Simões, considera “uma situação injusta”. Foi feito um levantamento do número de estudantes lesados a nível nacional através do CNED. Desde então o Conselho Geral da OA deliberou e chegou à conclusão que deveria ser aberto um novo prazo.

O que se segue, segundo o presidente do NED/AAC, é “o contacto aos estudantes lesados via ‘e-mail’ pela OA para que procedam às inscrições dentro do limite temporal referido”. Miguel Simões congratula-se pela solução definitiva e afirma que o que retem de positivo é “o facto de principalmente o NED/AAC, ter conseguido agitar as águas do movimento associativo dos estudantes de Direito que, há muito tempo, não se reuniam por uma causa tão forte”.

O presidente do NED/AAC reitera que a comunicação esteve sempre presente entre as associações de estudantes de Direito do país. No cômputo geral, as Universidades de Coimbra e de Lisboa foram as instituições que mais lesados tiveram. “A OA, no seu Conselho Geral, e a bastonária mostraram-se sensíveis a esta injustiça”, afirma Miguel Simões, que acrescenta que “o desfecho não poderia ter sido melhor”, já que se continua a zelar pelos interesses dos estudantes ao impedir que “estejam um ano parados, o que não é bom para o seu percurso profissional e académico”.

Fotografia: Irene Reig

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