Ciência & Tecnologia

História e evolução dos sistemas de água explorados em palestra

Temas abordados pretendem ilustrar “um contexto não só português, mas também internacional”. Recurso hidráulico era mais respeitado pelos antepassados. Por Pedro Dinis Silva

No âmbito da exposição “Aquedutos de Portugal”, presente no Museu de Ciência da Universidade de Coimbra, vai decorrer dia 29 de novembro o colóquio “Histórias e Culturas da Água”. Segundo Pedro Casaleiro, vice-diretor do Museu e mediador da sessão, esta iniciativa “surge na sequência da exposição que temos sobre os aquedutos”.

A conferência vai conter várias apresentações. A “perspetiva sobre os sistemas de irrigação e da história do abastecimento de água a partir dos aquedutos de Portugal”, o “sistema das minas de água da zona do complexo Jesuíta e de zonas como o Jardim Botânico”. Também a “situação das utilizações da água entre os ameríndios” e a “prática das deslocações de tribos nómadas ao longo dos percursos da água e a sua recolha nos desertos da zona magrebina da Argélia” estão entre os temas a discutir no colóquio, como conta Pedro Casaleiro. Pretende ainda ilustrar “um contexto não só português, mas também internacional.”, acrescenta.

“Ao comparar a situação, veem-se dois polos opostos: a situação do Magreb, de carência extrema sob ambientes muito áridos, e Portugal que, de certa forma, tem alguma abundância de água”, explica o mediador da sessão. Após justificar a importância da abordagem do tema nos dias de hoje, acrescenta ainda que “é importante saber que os antepassados respeitavam muito mais o recurso hidráulico do que o que se respeita agora. Chegou uma altura em que os cursos de água indicavam níveis de poluição altíssimos”.

Segundo Pedro Casaleiro, os aquedutos tiveram também um papel relevante no contexto da localização do centro da cidade de Coimbra. “Numa zona mais alta, torna-se difícil o fornecimento de água neste ponto. Para cá chegar tinha que haver estruturas de abastecimento, seja o aqueduto, sejam as minas que percorriam a cidade por vários sítios”. Acresce ainda que, sem a existência destes instrumentos de distribuição, “não era possível ter construído o centro da cidade num ponto tão alto”.

O vice-diretor considera importante o interesse por parte da comunidade estudantil, mas atenta que “às vezes é difícil conseguir que os estudantes venham ao museu e participem nos colóquios”. Refere ainda que “era ótimo que existisse uma maior adesão para perceber o que mais interessa à comunidade”.

Fotografia: Alexandre Gouveia

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