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Desporto

AAC vs Leixões – Os estudantes, um a um

Num relvado frio, houve crises de identidade e acessos de fúria. O resultado final é o de uma obra de arte, feita com todo o tempo do mundo. Texto por Paulo Sérgio Santos e fotografia por João Ruivo

Ricardo Ribeiro – 3

O Estádio Cidade de Coimbra foi desenhado por António Monteiro, alguém que, crê-se, nunca defendeu uma baliza à sombra num dia frio. Se o tivesse feito, o guarda-redes da Briosa não teria sofrido agruras numa tarde onde só se estava bem ao sol. Isto porque entre os remates dos homens do Leixões ou dos apanha-bolas que povoam o relvado ao intervalo, venha o diabo e escolha.

Plange-Maxwell – 3

Nome de jogador com hífen é outra coisa, soa a ‘pedigree’ real e nunca mais houve algum desde o saudoso Peter Rufai. Façamos uma promessa: se Plange-Maxwell fizer três exibições seguidas meritórias, passo a tratá-lo apenas pelo seu nome artístico. Caso contrário, volta a ser Nii Plange, algo que, indo buscar doutrinas filosóficas, está próximo de negar convictamente todas as convenções futebolísticas.

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 Makonda – 3

Os passes certeiros que saem do pé esquerdo do lateral francês parecem tirados a esquadro e compasso. Tivesse Makonda nascido algures na segunda metade do século XV e sido navegador de Cristovão Colombo, o genovês teria descoberto realmente a Índia e não a América, tal a qualidade que Tripy emprega em toda a sua geometria. E todo um continente teria ficado por explorar mais alguns séculos e Trump…

João Real/Diogo Coelho – 3

A dupla de bombeiros da Académica teve uma tarde descansada no quartel. Um ou outro falso alarme, mas nada de estrondoso, agora que a época de incêndios passou. Todavia, o interesse constante pela temática faz com que, de quando a quando, apareça algum engraçadinho. Quando assim é, como diz o outro, é dar-lhe uma para avisar que aquela zona está patrulhada.

Fernando Alexandre – 2

Passa-se qualquer coisa de diferente com o 65 dos estudantes. Está triste, acabrunhado, perdeu o interesse por ver os seus colegas de ofício no chão. Muito esporadicamente, lá dá uma castanhada, agora que é época delas, mas fica-se por aí. Soa a crise de identidade e isso, por estas bandas, pode levar a mudanças de nome.

Nuno Piloto – 2,5

Depois de uma primeira parte em que ninguém se lembrou de Káká quem?, na segunda resolveu desaparecer do mapa, fazendo jus à alcunha de alguém que se entregou há uns dias. Apareceu frequentemente na esquerda, sempre que Makonda se aventurava em epopeias, o que só resultou porque os homens do Leixões preferiram políticas mais sociais.

Marinho – 2,5

É o capitão mas, nas horas vagas, também desempenha o papel de ‘barman’ ou revolucionário, agitador no seu sentido mais lato. É certo que nem sempre surte o resultado certo mas nem todos gostam das mesmas bebidas e das mesmas medidas. E não é todos os dias que alguém se cruza com a equipa de râguebi futebol do Leixões.

Pedro Nuno – 1,5

Que a Briosa precisa de dinheiro como de pão para a boca, ninguém duvida. Que esse dinheiro chegue via venda do “melhor jogador da segunda liga” é que já é outra questão. A não ser que o pretendente se chame Viareggio Beach Soccer. Aí a areia, perdão, a música já é outra.

Traquina – 3

Tem nota positiva pelo golo que marcou. A fluidez do momento, da bola a rasgar lentamente o ar, em arco, suplantando o guarda-redes contrário, foi mágica. Mágica, contudo, não é a palavra que fica, antes lentamente. Porque é assim que Traquina se movimenta em qualquer instante do jogo, tentando a mesma finta inúmeras vezes.

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Tozé Marreco – 2,5

O bom de Tozé é não estar ainda na adolescência, aquele intervalo de idades em que tantos e tantos petizes passam da baliza para o ataque, do ataque para a defesa, de centrais a extremos. O bom do Tozé não é, de todo, extremo porque não sabe centrar. Sabe, isso sim, rematar, dar e levar pau, como mandam as regras. Nem sempre marca, é certo, mas também, quem é que está a contar?

Ernest, Káká e Nuno Santos – 0

O pequeno emprestado pelo Moreirense deu nas vistas por ter mostrado que, algures, já jogou FIFA e aprendeu as fintas por aí. Káká não teve tempo para mostrar que posicionalmente não é melhor que Nuno Piloto mas que pode ser uma melhoria em relação a Pedro Nuno. Nuno Santos a extremo?

Costinha – 2

Esperemos apenas que o carrinho de metal e o acrílico do banco de suplentes estejam refeitos do choque com, respetivamente, o pé e a mão do treinador estudantil. Com segundas partes assim e sem pontas-de-lança no banco (Rui Miguel, Li Rui, Dany Marques), os milagres são raros  e os pesadelos assemelham-se a aves.

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