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Ensino Superior

“A medicina está bem e recomenda-se”: FMUC celebra o seu dia

Entre premiações e debates, o evento vai ser dedicado a analisar de que forma se podem melhorar alguns aspetos do ensino desta área de conhecimento. Por Pedro Chaves

A Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) comemora o seu dia no edifício de unidade central no pólo III, amanhã, 19 com início pelas 9h. Vai haver espaço para debater a medicina e o seu ensino. Depois da Intervenção de abertura pelo diretor da FMUC, Duarte Vieira, seguem-se análises críticas sobre as reformas dos cursos de mestrado integrado de medicina e medicina dentária. O ponto alto vai ser a sessão solene onde vão ser homenageados docentes, investigadores e funcionários que se aposentaram ou jubilaram no ano anterior e premiados  vão ser os melhores alunos da faculdade. Durante a sessão é destacada a entrega da medalha de ouro da faculdade, a título póstumo, ao professor João José Pedroso de Lima que se destacou pelo ensino da biofísica.

Neste dia “todos os aspetos relativos à qualidade pedagógica vão ser relevantes”, afirma o diretor da FMUC, que acrescenta que os debates do dia vão ser feitos “com a presença de docentes, investigadores e alunos”. Os temas que foram escolhidos “são da maior relevância para a melhoria da qualidade pedagógica”, declara. “Ensinar a ensinar” é o debate que o diretor destaca para a discussão sobre a pedagogia.

Quanto ao estado da medicina em Coimbra, o diretor considera que esta “está bem e recomenda-se”, e que “o desemprego não é uma preocupação para os alunos de Medicina”. Duarte Vieira admite, no entanto, que há “algumas insuficiências, que não são imputáveis à faculdade, pois são consequência da situação económica que o país atravessa”. De acordo com o diretor da FMUC, o facto do pólo III estar inacabado prejudica os alunos. A FMUC, por ter instalações nos pólos I e III, no Centro de Saúde de Celas e no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) tem, segundo Duarte Vieira, “uma enorme dispersão geográfica que prejudica os alunos que têm de se movimentar em curtos intervalos de tempo de um lado para o outro”.

Atualmente existe uma discrepância entre o número de vagas para o curso de medicina e o número de vagas para especialização. Duarte Vieira, ao afirmar que isso se deve a “uma imposição governamental”, declara também que “a faculdade foi pensada para um máximo de 190 alunos e recebe, todavia, 300”. Como consequência há menos vagas para especialidade e, na opinião do diretor da FMUC, “é lamentável que o país tenha médicos indiferenciados, porque a formação de um médico é cara, e não ter nenhum tipo de especialização não é desejável. O melhor é mesmo fugir desse caminho”.

Para além da colaboração que a FMUC tem com o CHUC, segundo Duarte Vieira, existe a intenção de estender a colaboração da faculdade a outros hospitais da zona centro, para que os alunos possam fazer o seu ano de serviço num desses hospitais. Pretende-se, assim, não colocar todos os alunos no mesmo hospital e tornar as turmas mais pequenas.

A nível nacional, a FMUC assegura também o ensino médico na Universidade dos Açores. De acordo com o protocolo celebrado, os alunos realizam em Coimbra os últimos três anos do curso. A nível de ensino no estrangeiro, é também a FMUC que está a tutelar os primeiros cursos de medicina em Cabo Verde e existem contactos no sentido de estabelecer também uma parceria com a Universidade de Timor. Segundo Duarte Nuno Vieira “Coimbra, como alma mater, tem responsabilidades acrescidas relativamente aos países de língua oficial portuguesa”.

A distinção dos dois melhores alunos de cada curso (Medicina e Medicina Dentária) vai ser feita com a atribuição de uma medalha e um diploma, como reconhecimento do mérito académico. É também atribuído um prémio monetário patrocinado pela Caixa Geral de Depósitos. Quanto à atribuição da medalha de ouro da FMUC ao professor João José Pedroso de Lima, o diretor diz que “não é atribuída efetivamente a título póstumo, pois foi atribuída enquanto o senhor professor Pedroso de Lima ainda estava vivo”, e acrescenta que a mesma foi “aprovada de forma unânime pelo conselho científico”. Por fim, Duarte Vieira afirma que “o professor Pedroso de Lima foi uma das pessoas que mais acrescentou à faculdade”.

Fotografia: Carlos Almeida

 

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