Cultura

Grupos da Academia desapontados com organização do Sarau Académico

De acordo com as direções do Orfeon, Coro Misto e TAUC, não houve convite por parte do Comité Organizador da Festa das Latas e Imposição de Insígnias para atuarem no Sarau Académico, que este ano teve mudanças logísticas. Por João Pimentel

O Sarau da Festa das Latas e Imposição de Insígnias deste ano ficou marcado por uma escolha de local diferente. Teve lugar no Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), quatro dias antes da noite de Serenata. Quando em anos anteriores o Sarau se realizava em outros locais, era complicado para a Tuna Académica da Universidade de Coimbra, para o Orfeon Académico de Coimbra e para o Coro Misto da Universidade de Coimbra atuarem, por motivos técnicos. Como tal, para os três grupos académicos, quando foi tomada a decisão de mudar o local,  “seria expectável” que o convite lhes “fosse endereçado para atuar no Sarau, mas tal não aconteceu”. Esta afirmação consta de uma carta aberta redigida pelos três grupos, endereçada à Direção Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC) e expressa o seu descontentamento face a esta decisão.

O presidente da TAUC, Ricardo Peres, refere que a indignação “é mais com aquilo que tem vindo a acontecer”. Explica que “o problema foi quando o Sarau começou a ser feito no Parque da Canção, pois não havia as condições necessárias para atuar”. Neste sentido, a presidente da direção do Coro Misto da Universidade de Coimbra, Andreia Melo, afirma que “não se tratava de uma recusa de atuar, pois a DG/AAC é que não dava condições para atuar”. Há dois anos o Sarau deixou de fazer parte das noites do Parque da Canção, para ser no Jardim da Sereia, a meio da tarde. Esta decisão foi muito contestada, pois foi numa tarde em que tinha acabado de chover e “estava tudo enlameado e não teve o efeito pretendido, que era ligar o Sarau à cidade”. Este ano, com a mudança de local para o TAGV, “houve melhorias, ao nível de condições”. Contudo, o Sarau “saiu do Parque, não foi divulgado, foi feito em cima da hora e feito quatro dias antes de começar a serenata”, para além de três grupos não terem sido convidados, aponta o presidente da TAUC.

Uma vez reunidas as condições que, para os grupos, são essenciais para a atuação, “o Orfeon enviou um e-mail para a organização a perguntar o porquê de não atuarem. A questão foi ignorada e não houve resposta”, relata o presidente do Conselho Diretivo do Orfeon, André Leite. A situação com o Coro Misto “foi um pouco diferente, porque nem sequer havia conhecimento que o Sarau ia ser tantos dias antes, muito menos que iria ser no TAGV”, aponta Andreia Melo. Assim, o Coro Misto também “enviou um e-mail a pedir esclarecimentos e não houve qualquer resposta”. Relatadas todas estas situações, Ricardo Peres reitera que “os estudantes fazem cultura e boa, só não é reconhecida por quem de direito”.

Até à data de publicação deste artigo, a DG/AAC mostrou-se indisponível para prestar declarações ao Jornal Universitário de Coimbra – A Cabra.

Fotografia: Magalí Zaslabsky

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