All for Joomla All for Webmasters
Desporto

Ineficácia resulta em empate caseiro para a Briosa

“Foi um grande jogo entre duas equipas que queriam a vitória”. As duas defesas menos batidas do campeonato voltam a ficar separadas por três pontos. Texto por João Pimentel e João Ruivo e fotografias por João Ruivo

A tarde desportiva no estádio EFAPEL Cidade de Coimbra, a contar para a décima terceira jornada da Ledman LigaPro, colocou frente a frente a Associação Académica de Coimbra/Organismo Autónomo de Futebol (AAC/OAF)  e o Gil Vicente Futebol Clube. As duas equipas entraram em campo separadas por três pontos e empenhadas em proporcionar um bom espetáculo de futebol.

Foi a equipa barcelense  a dispor do primeiro canto, quando decorria o minuto 3 de jogo. Na sequência da marcação, o “gilista”, Jefferson, lesionou-se e saiu de maca para a entrada do número quatro, Sandro.

A primeira oportunidade para os estudantes aconteceu aos 13 minutos, Pedro Nuno remata ao lado, sem perigo para Vozinha, guardião dos “gilistas”.

Porém, Académica foi a primeira equipa a passar por maiores aflições. O jogo estava empolgante e, ao minuto 19, o Gil Vicente dispôs de uma ocasião clara de golo. Só não marcou, porque Ricardo Ribeiro fez uma defesa que parou o remate de Abou Toure. No minuto seguinte de jogo, numa jogada semelhante à anterior, a turma de Barcelos teve, mais uma vez, o golo nos pés. Cara a cara com o camisola 87 da Briosa, o golo foi negado devido uma defesa soberba do guardião.

A resposta da Académica não tardou e fez estremecer a baliza do Gil Vicente, ao minuto 22. O avançado dos  “homens de negro”, Tozé Marreco, atirou a bola ao poste da baliza da equipa visitante, que via, assim, passar o perigo.

A meio da primeira metade, foi vez dos gilistas, na sequência de um canto, fazerem a bola embater na barra da baliza da AAC. Logo a seguir, ao minuto 29, Marinho, determinado a levar a partida de vencida, assiste Tozé Marreco para uma defesa do guarda-redes, que revelava estar atento.

O jogo estava acutilante e com oportunidades para ambos os lados. O capitão da Briosa teve uma grande oportunidade de golo aos 37 minutos de jogo, mas acabou por desperdiçar. A formação da casa não desistiu e, momentos a seguir, o extremo Traquina deu a bola Maxwell, que falhou por pouco a baliza da equipa de Barcelos.

Antes do apito para o final dos primeiros 45 minutos, o árbitro deu ordem de expulsão a um elemento da equipa técnica do Gil Vicente. Os dois conjuntos foram para os balneários com o nulo no marcador. Os únicos vencedores eram os 2708 espectadores, por terem assistido a uma primeira metade que fazia antever que o resultado se ia alterar.

Ao intervalo houve tempo para realizar um desejo de Guilherme, uma criança adepta da Briosa, que sofre de uma doença grave. A fundação Make-A-Wish proporcionou a entrada de um Homem-Aranha no estádio. O “super-herói” foi ao encontro da criança e deu-lhe uma prenda, para a admiração do menino e do público.

O tempo de intervalo e as equipas regressaram ao relvado. Ao minuto 54, a Académica, através de cruzamento de Makonda, desperdiçou o golo, com cabeceamento de João Real a sair por cima da barra. Neste início da segunda parte verificava-se um decréscimo de qualidade de futebol e também de concentração dos jogadores. Alphonse viu o segundo cartão amarelo e, assim, colocou a sua equipa com menos um jogador.

Decorria o minuto 66 e Pedro Nuno, num contra-ataque com superioridade numérica, passa para Marinho. O camisola sete recuou no terreno para deixar a bola a Tozé Marreco, que rematou por cima. Os adeptos de Coimbra começavam a deitar as mãos à cabeça com a quantidade de oportunidades perdidas pela Académica.

Até ao final, mesmo com menos jogadores em campo, o Gil Vicente apostou numa tática mais defensiva e conseguiu segurar o empate. Os seis minutos de tempo de compensação, não foram aproveitados pelos estudantes, que com maior posse de bola e a jogar contra dez, poderiam ter sido mais expeditos e falta de eficácia no “pressing” final.

O jogo prometeu muito na primeira parte mas, no final,  não hoouve golos a separar os dois conjuntos, que volataram ficar separados por três pontos na tabela classificativa da Ledman LigaPro.

Em conferência de imprensa,  o treinador visitante Álvaro Magalhães explicou que “foi um grande jogo entre duas equipas que queriam a vitória”. Acrescentou ainda que “com menos um jogador, a equipa manteve-se consistente e equilibrada”. Questionado sobre a agitação em que esteve envolvido após o apito final, o treinador esclareceu que será sempre “o primeiro a defender os interesses da equipa do Gil Vicente”.

Por seu turno, o treinador dos estudantes, Costinha, afirmou que “a Académica só não foi superior nos foras de jogo, cartões mostrados e a perder tempo.” O “ministro” teceu duras críticas ao anti-jogo de diversas equipas da Ledman Pro. Desabafou estar “cansado dos discursos de quem se queixa que joga às quartas feiras”.  Para terminar a análise ao jogo, declarou que “os jogadores da Académica querem desfrutar do jogo, as pessoas pagam para ver futebol e há equipas que nem sequer querem jogar”. Face ao evento que decorreu ao intervalo, proporcionado pela Fundação Make-A-Wish,  defendeu que “o futebol é sempre um local privilegiado para essas manifestações”

Este slideshow necessita de JavaScript.

Secção de Jornalismo da Associação Académica de Coimbra

Rua Padre António Vieira, Nº1 - 2ºPiso 3000 Coimbra

239 851 062

Seg a Sex: 14h00 - 18h00

© 2018 Jornal Universitário de Coimbra - A Cabra

To Top