Cultura

CAPC inaugura três exposições de arte contemporânea

As mostras apresentadas pretendem reflexão sobre o mundo e o ser humano. A arte como forma de transmissão de pensamentos e ideologias apresentada por três artistas distintos. Por Inês Ferreira

O Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC) vai retomar a atividade de programação ao presentear o público com um conjunto de três exposições. . A inauguração de “Museu” com a exposição “Quente/Frio”, “Alea Jacta Est – Os dados estão lançados” e “Passage” vai ser realizada amanhã, dia 29 de outubro. O diretor do CAPC, Carlos Antunes, descreve a iniciativa como “um momento muito forte”.

Com a classificação da instituição como Monumento de Interesse Público e após um ano da primeira edição de bienal internacional, o CAPC encontra-se numa época “muito intensa”, como refere Carlos Antunes. Neste sentido quis destacar as obras de três artistas portugueses: Francisco Tropa, Jorge das Neves e Pedro Pascoinho.

“Museu” de Francisco Tropa com a exposição “Quente/Frio” remete para uma reflexão sobre “o estado do mundo e do país”, refere o diretor do CAPC. São duas exposições que se “aproximam bastante dos temas da próxima bienal, Curar e Reparar”, acrescenta. Cuidar no “sentido da atenção que se deve ter uns com os outros”, explica o diretor. O lado quente é o “lado conforto desta exposição”. O lado frio encontra-se do outro lado da vitrine, que é o “do desmazelo”, uma reflexão sobre o número de hectares de floresta ardido em Portugal neste ano, esclarece Carlos Antunes.

Uma exposição que “deve ser diferenciada, pelo próprio público, das restantes”, é como é descrita “Alea Jacta Est- Os Dados Estão Lançados” por Jorge das Neves, autor da obra e colaborador do CAPC. Sendo um artista do território, “a organização achou por bem mostrar a qualidade do seu trabalho”, afirma o diretor. Por último, Francisco Pascoinho, artista da Figueira da Foz, vai fazer uma exposição individual, com uma escala que nunca tinha feito. “Passage” é a obra proposta por este artista e trata-se de um catálogo do seu próprio trabalho.

Carlos Antunes considera que “há cada vez mais público para a arte contemporânea, uma vez que a educação transmitida conduz a uma maior consciência da sua importância”. “Se as pessoas entendem que através do olhar dos artistas podem questionar o seu olhar sobre o mundo e se isso lhes gera curiosidade, então são muito bem-vindas a visitar as exposições”, declara o diretor do CAPC. “Alea Jacta Est- Os Dados Estão Lançados” e “Passage” podem ser visitadas até dia 17 de dezembro, enquanto “Museu” prolonga-se até dia 1 de março de 2017.

Fotografia por: Carlos Almeida

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