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Ensino Superior

Campanhas dos SASUC promovem o “não desperdício”

“O que não comes é lixo” é a máxima que sensibiliza a comunidade universitária a ajustar a refeição às suas necessidades. Mostradores presentes nas cantinas elucidam o valor despendido por pessoa. Por Rita Fonseca

Com vista a aumentar a sustentabilidade do planeta Terra, os Serviços de Ação Social da Universidade de Coimbra (SASUC) estão a promover campanhas que consistem na monitorização do “lixo alimentar”. Rui Rio, médico veterinário e responsável pelo controlo da qualidade alimentar defende que «desde sempre que os SASUC têm na sua génese o “não desperdiçar”».

A atual campanha está a decorrer na cantina do Estádio Universitário (escolha deste ano letivo), desde segunda-feira, dia 17, e prolonga-se até esta sexta-feira, dia 21 de outubro. Rui Rio esclarece que, este ano, “a ideia foi serem os próprios alunos a aperceberem-se da quantidade que tinham perdido”, ou seja, a quantidade que contribui para um desperdício de comida que poderia ser aproveitada para alimentar outras pessoas.

Esta monitorização contra o desperdício utiliza o ‘slogan’, “o que não comes é lixo”, para “sensibilizar os estudantes a adequarem o prato às suas necessidades”, acrescenta o responsável pela qualidade alimentar. O controlo do desperdício alimentar está presente “nos dez restaurantes universitários com prato social”, acrescenta.

Aquando da proposta à sociedade, por parte da Secretária de Estado de Alimentação e Veterinária, com vista a combater o desperdício alimentar, em 2014, os SASUC formaram “uma equipa multifatorial”. Posto isto e, após se depararem com oito toneladas de desperdício, “um número assustador”, segundo Rui Rio, foi “arregaçar as mangas e começar a trabalhar em todas as vertentes”, desde os funcionários e colaboradores, até aos estudantes.

A adesão por parte dos estudantes a este tipo de campanhas tem sido favorável. Porém, isto não indica que adiram de igual forma a qualquer tipo de campanha que promova o “não desperdício”. O responsável pela qualidade alimentar refere que “é mais visível a adesão nas cantinas que têm um mostrador à frente dos estudantes, para monitorizar o desperdício”.

A inovação nas ações e o ensino da comunidade universitária em relação ao reaproveitamento de produtos que, inevitavelmente, vão para o lixo, como é o caso da “criação de pratos com produtos que já não iam ser usados”, dá a estas campanhas uma continuidade a nível da sensibilização das pessoas. Rui Rio explica que “quando se consome as novas vertentes gastronómicas [feitas com esses produtos] pode ter-se a certeza que são feitas com materiais com a mesma qualidade dos outros”. Através desta e doutras ações de monitorização do desperdício “contribui-se para a sustentabilidade do planeta”.

O reconhecimento a nível da produção de alimentos sustentáveis coloca os SASUC entre os finalistas ao prémio ‘Food & Nutrition Awards’, na categoria de “sustentabilidade alimentar”.O responsável pela qualidade alimentar manifesta o seu contentamento em relação a estarem na final, “embora a lutar com armas desiguais”. Isto porque “os SASUC foram a concurso com empresas portadoras de capacidades financeiras e publicitárias superiores”, no entanto “foi muito bom ter o reconhecimento do trabalho desenvolvido”, explica.

A próxima ação de sensibilização ainda não tem data marcada, porém, já se sabe que vai ser uma ação conjunta com a Faculdade de Farmácia da UC. O responsável pela qualidade alimentar adianta que o grande projeto vai surgir até ao final do ano e passa pela “utilização da casca do ovo em farinha”. Ao aproveitar as propriedades da casca do ovo, nomeadamente o fósforo e o cálcio, vai ser possível enriquecer vários pratos.

Fotografia: Magalí Zaslabsy

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