Desporto

Briosa sonha “acordada” com o Jamor

Costinha antevê uma “boa caminhada” até ao Jamor. A equipa dos estudantes, na terceira eliminatória, celebrou a vitória sobre os azuis do Restelo.Texto por João Ruivo. Fotografias por Inês Duarte

O Estádio EFAPEL Cidade de Coimbra, longe de estar composto, contou com cerca de 1500 espectadores. O facto de o jogo acontecer ao final da tarde de 19 de outubro, coincidente com o Cortejo da Festa das Latas e Imposição de Insígnias 2016, pode ter sido a razão da ausência de caloiros e capas negras, que faltaram a esta aula, Académica versus Belenenses, e perderam uma boa lição de futebol no recinto desportivo do Calhabé.

As equipas subiram ao relvado e, como aconteceu no jogo da segunda eliminatória,  na equipa da Académica o jovem José Costa enverga a camisola 71 e assume-se enquanto guardião da baliza dos estudantes. Assim que a bola começou a rolar, o Belenenses procurou, com passes longos, desmarcar Gerso e Camara; contudo, a defesa da Briosa mostrou-se  atenta por mais que uma vez, e em último caso, com um corte in extremis de João Real a ceder o primeiro canto da partida, aos sete minutos.

Com uma atitude mais faltosa, o Belenenses arriscou em demasia na atitude agressiva e decorria o minuto 19 quando surgiu uma ocasião de ouro para a Briosa com penálti sobre Marinho. Para infortúnio dos estudantes, revelou-se uma oportunidade perdida por Káká, que, após ser chamado à conversão, acertou na trave da baliza do Belenenses e nem o ressalto se aproveitou.

A Académica era a equipa mais perto do golo e Pedro Nuno, ao minuto 23, apenas com o guardião adversário pela frente, desperdiçou um golo que já era merecido para a equipa se colocar em vantagem no marcador.

O marcador foi inaugurado ao minuto 36, quando Marinho fez uma incursão por entre a defesa de Belém, driblou dois jogadores com uma só finta, e ficou com caminho livre para bater o guarda redes Joel, e fazer o que melhor sabe, a festa do golo na Taça de Portugal.

Concluída a primeira parte, ficou vincada a superioridade da Briosa, e como o treinador do Belenenses, Quim Machado, referiu no final do jogo, “os jogadores do Belenenses ofereceram 35 minutos de jogo à Académica”.

A formação lisboeta entrou em campo a procurar remar contra a maré e alcançou em curto espaço de tempo dois pontapés de canto, cobrados sem qualquer perigo.  A capacidade defensiva dos estudantes e o método como fizeram a guarda da baliza tem “mérito”, e, como Costinha concluiu, “só com trabalho porque a nós ninguém nos dá nada”.

O Belenenses procurava o empate, com ineficácia ofensiva e aos 64 minutos, numa jogada construída desde a defesa, com uma sucessão de passes ao primeiro toque, o esférico chega a Marinho e o camisola 7 cruza para golo na própria baliza de Dinis, numa ação defensiva infeliz por parte do jogador dos Belenenses.

Do lado dos estudantes não era a noite para Pedro Nuno, que antes de ser substituído por Nuno Piloto, desperdiçou novamente uma oportunidade clara de marcar golo aos homens do Restelo, e repetir o feito da última época.

A dez minutos do final do tempo regulamentar, o Belenenses ainda dispôs de uma ocasião de golo, um remate fortíssimo de Dinis, que ainda assim acabou com uma defesa segura de José Costa.

O jogo terminou com uma explosão de alegria nas bancadas e uma ovação digna de quem ambiciona renovar o feito de 2012, quando a Briosa conquistou a Taça de Portugal no Jamor.

Com dois golos sem resposta, Quim Machado revelou ter ficado com a  “sensação de fora-de-jogo de Rui Miguel no primeiro golo” mas de igual modo explicou que a sua equipa “não demonstrou identidade”.

Por parte da Académica, o treinador Costinha justificou a vitória com “uma equipa sólida durante os 90 minutos”, “num jogo com penalty falhado e outro por marcar”. Questionado sobre repetir o feito de 2012, Costinha salientou que não tem qualquer tipo de “bolas de cristal” mas que antevê “uma boa caminhada”.

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