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Desporto

Académica vs “Os Belenenses” – os estudantes, um a um

Uma vitória que transporta para a ronda seguinte mas que mostrou que ainda há rotinas a burilar nos treinos. E que há que rever quem marca os pénaltis; ou quem joga ao lado de Fernando Alexandre. Texto por Paulo Sérgio Santos

José Costa – 3

O 71 da Briosa substituiu o habitual titular Ricardo Ribeiro e mostrou a mesma paz budista. Um jogo de pés a lembrar Fred Astaire e algumas saídas à Neuer são um seguro que pode estar ali à mão.

Nii Plange – 2

Claramente não o é. É Maxwell. Claramente também não é lateral-direito. É um extremo, cuja moda aconselha a, sempre que existem problemas de identidade (ou técnicos), recuar no terreno. É tão obstinado por livres como um podengo é por silvas.

Makonda – 2,5

Ainda em estado de graça, fruto da exibição de há uma semana, Tripy foi regular como um relógio suíço, apesar de ser francês. Já em período de descontos tentou um corte artístico no ar, uma espécie de ‘speculative shot’, como ficou registado no relatório do seu olheiro e ficou a esfregar o joelho que lhe resta. Para que conste, alguém tem de informar o olheiro que não há internet no Cidade de Coimbra.

João Real – 3

Lembram-se do início de época? De João Real ser um dos que poderia ter rescindido? Lembram-se? E, já agora, lembram-se quem pode ser a alternativa ao 13? Não?

Diogo Coelho – 3

Foi o elo de ligação ao fiscal de linha, cuja sincronização com a defensiva estudantil esteve pelas horas da morte. E a insatisfação era gritante. Claramente o indivíduo não esteve atento aos treinos semanais, onde se indicou que a linha defensiva tem de funcionar de forma una. Houve, pelo menos, um par de vezes em que colocou os avançados azuis em jogo.

Fernando Alexandre – 3

Um capacete azul, quando é retirado do terreno e colocado em tarefas administrativas, tem tendência a desenvolver tiques metódicos. O 65 da Académica, de há uns jogos para cá, mostra-se menos interventivo com quem lhe dá lenha. Como se necessitasse de a levar da totalidade do adversário.

Káká – 1,5

Imagine-se a Briosa a usufruir de um penálti. Há uma panóplia de jogadores, de entre os quais se pode escolher o cobrador. Talvez no esquema de apostas do patrocinador da Taça de Portugal, o 22 estivesse com uma cotação altíssima, sinónimo de não ser o indicado. Vá-se lá saber porquê…

Marinho – 3,5

Nos primeiros instantes da partida fez uma birra, após uma falta sofrida, ficando no relvado a apertar os atacadores, numa atitude provocatória para com o Pinheiro que arbitrava a partida. Depois pareceu uma loja no meio de um bairro controlado pela máfia, sem necessitar de proteção, indo por ali a dentro, em fintas sucessivas, como se o horizonte que nunca se alcança fosse o seu destino final. Resultado: um golo e uma carambola. Vá, dois golos.

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Pedro Nuno – 1,5

De 30 em 30 minutos, havia uma jogada dos estudantes em que alguém aparecia isolado, apenas com o guardião do Restelo pela frente. Invariavelmente, a jogada redundava num pontapé de baliza. Quem tinha falhado? Traquina? Marinho? Rui Miguel? Káká? Joeano? Marcel? Dário? Kenny Walker? Não, só e apenas o melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo Lionel Messi Pedro Nuno.

Traquina – 2,5

Deu-se por ele porque fez sobressair a baixa estatura de Makonda, tal foi o tempo que passou junto do lateral-esquerdo. Se foi estratégia de Costinha ou traquinice do academista, a apostar num ‘bundle’ transferencial em janeiro, não se percebeu.

Rui Miguel – 2,5

É um tipo esforçado. E obediente. Cada vez que ouve um “Remata!” da bancada, fá-lo. Como é natural, a posição espacial de quem ocupa os assentos no Cidade de Coimbra não é a melhor. E, forçosamente, os remates não saem enquadrados.

Nuno Piloto, Tozé Marreco e Tom – 0

Substituir ou não substituir, eis a questão.

Costinha – 3

Derrotou um colega que atravessa momentos complicados, dado que preferiu deixar uma equipa que, entretanto, conseguiu passar à quarta eliminatória da taça. O timoneiro estudantil apenas falhou nas substituições, em insistir em começar os jogos com dez e em, em plena conferência de imprensa, admitir não conhecer o Jornal Universitário de Coimbra – A Cabra.

Fotografia: Inês Duarte

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