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Desporto

AAC vs Gil Vicente – Os estudantes, um a um

Na mudança da hora, quase toda a Académica jogou bem. Só o repasto final é que ficou aquém das expectativas. Texto por Paulo Sérgio Santos e fotografia por João Ruivo

Ricardo Ribeiro – 4

Se os adeptos da Briosa estavam descontentes no final do jogo por só terem ganho um ponto, é bom que se lembrem de umas quantas ações do número 87 durante a partida. Sem ele haveria um clamor de desagrado ainda maior vindo das bancadas. É rever os minutos 18 e 20.

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Maxwell – 2,5

O colega de ofício que veio de Barcelos e tinha uma voz tonitruante explicou, aos seus ouvintes, que Maxwell é nome artístico. E assim o mundo volta a fazer sentido. Quem começa a fintar adversários dez metros antes de os encontrar só pode ser comediante ou artista de circo. Seja como for, o mais seguro é não usar o nome verdadeiro.

Makonda – 3,5

Não se voltou a ver o senhor com aspeto britânico e camisola do Aston Villa na bancada. Perde o clube de Birmingham e o Championship, ganha o Calhabé e os indefetíveis adeptos de negro. Se um joelho de Makonda faz tudo, se houvesse dois há muito que eles não estariam em Coimbra.

João Real e Diogo Coelho – 2

Não são claramente prodígios da técnica. Não são claramente matadores. E, por vezes, também dão a ideia de não serem claramente jogadores da bola. É rever os minutos 18 e 20. Quem tiver estômago para ver o resto do jogo, é por sua conta e risco.

Nuno Piloto – 3,5

Enquanto as pernas ou os pulmões duraram, cumpriu a sua obrigação de substituir Fernando Alexandre com o mesmo fervor de quem tem, legitimamente, graus académicos para trabalhar sob as ordens de um ministro. Mas sair enquanto um Káká fica em campo é coisa para indispor qualquer bom trabalhador.

Káká – 2

Nas notas à minha frente lê-se apenas, junto ao número 22, “84’ última chance?” Pode estar aqui o próximo candidato a cobaia de Costinha, no sentido de encontrar novo equilíbrio táctico técnico basculante… O que quer que seja. Há necessidade de distribuir lenha e o brasileiro aparenta não ter aprendido o ofício na Tapada de Mafra.

Marinho – 3,5

A malta, na bancada, fica tão cansada a ver o número sete como a ver os programas televisivos de ginástica. Ou o ‘American Ninja Warrior’. Ou o Campeonato do Mundo de Natação. São piscinas, saltos, mergulhos, um manancial de flexibilidade física que tira o fôlego mesmo ao mais preparado dos adeptos. Tudo isto condensado em 166 centímetros.

Traquina – 2

A hora mudou ontem, um hábito, exceções à parte, com exatamente cem anos. Discute-se o seu fim, com base na perda de luminosidade ao final do dia e interferências no sono. Contudo, o principal problema reside no plantel da Académica, onde há um jogador que ficou na hora antiga. O que justifica a lentidão em campo e, sem muitas explicações de Física, ainda haver, a esta hora, centros a chegar à área do Gil Vicente.

Pedro Nuno – 2,5

O melhor jogador do mundo ou, como alguns gostam de lhe chamar, Pedro Nuno, é um prodígio de antagonismos. Ora se revela um prodígio de ‘jorkyball’, ludibriando quarenta e nove adversários num espaço inferior à área de uma caixa de fósforos, ora demonstra ser infinitamente mais lento que um exemplar de Helix aspersa.

Tozé Marreco – 3

Há cerca de três anos, em declarações a “O Jogo”, disse que se se chamasse Marrecovic, sabia bem onde estaria. Três anos depois está na Académica, clube onde se formou. Hoje teve a oportunidade de encarnar esse alter ego jugoslavo ou sérvio. E Álvaro Magalhães temeu, por alguns momentos, pela sua vida, que essa malta tem ar e fama de maus rapazes. Não marca muitos golos mas ameaça na ambiguidade de sentidos.

Ernest – 1,5

É mais rápido que Traquina, o que não é difícil. Se a Universidade de Coimbra passar a Fundação, pode ser que a Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física tenha dinheiro para um estudo comparativo entre os dois, aumentando a significância das conclusões.

Ki – 0,5

A sua presença em campo teve o condão de aquecer a bancada para o apito final do árbitro. O jovem sul-coreano ouviu das boas pela sua inexpressiva rapidez e ficou a olhar, durante largos instantes, para os painéis publicitários do lado nascente, um misto entre saudades da terra e solução para os seus problemas.

Li Rui – 0

Para o Rui estar em campo, é preciso indagar o que é feito do outro Rui. Ou do Dany. Este último tem experiência consagrada em campeonatos de dureza similar ao do Canelas 2010 ou do Inter-Prisões, o que só pode ser útil por estas bandas. E 56 golos em seis épocas. Rui? Será que li Rui?

Costinha – 3

Com o tempo vai burilando, tranquilamente, o seu diamante de 11 faces. Nota-se que ainda não é o que ele quer mas se no final do campeonato a equipa continuar a jogar assim, o trabalho terá sido de qualidade. O problema, às vezes, é quando decide cozinhar e mete a carne toda no assador, esquecendo-se que uma febra pode ser boa para um prego mas não é tão boa quanto picanha. Ou secretos de porco preto.

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