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Ensino Superior

Fórum AAC planeia estratégia da Direção-Geral até ao final do mandato

Evento implementa novo método de trabalho para os dirigentes. Presença de Manuel Heitor traz novidades a nível do quadro financeiro das instituições. Por Carolina Farinha e Margarida Mota

Evento implementa novo método de trabalho para os dirigentes. Presença de Manuel Heitor traz novidades a nível do quadro financeiro das instituições. Por Carolina Farinha e Margarida Mota

O acesso ao Ensino Superior (ES), seu financiamento, o abandono escolar e propostas para um novo modelo de associativismo nacional voltaram a estar em cima da mesa no Fórum da Associação Académica de Coimbra (AAC), que teve lugar em Penacova nos passados dias 2, 3 e 4 de setembro.

Novo sistema de organização do evento posto em prática

O evento surge este ano com a adoção de um novo método de trabalho. De acordo com o presidente da Direção-Geral da AAC (DG/AAC), José Dias, um dos problemas patentes nos núcleos de estudantes era “não saberem como trabalhar numa vertente mais política”. O dirigente acredita que era necessário demonstrar “o dia-a-dia da DG/AAC num ambiente político e de propostas que, para além de terem de possuir conteúdo, precisam de uma forma de serem comunicadas”. Para tal, eventos como o Encontro Nacional de Direções Associativas (ENDA) foram simulados de forma a que os núcleos de estudantes, “cujas competências se concentram na pedagogia e nas saídas profissionais, pudessem saber como trabalhar politicamente as suas propostas”.

Maior articulação entre acesso ao ES e abandono escolar

Dos pontos fundamentais em debate no Fórum AAC, um dos destaques é dado ao abandono escolar. José Dias afirma que esta é uma questão a ser tratada por duas vias, “uma mais económica, tendo em conta as dificuldades socioeconómicas de Portugal, e outra que se prende com a falta de informação”. O dirigente considera que esta é uma lacuna a colmatar para os estudantes do ensino secundário na diferença entre o sistema universitário e o sistema politécnico ou entre ciclos de estudo.

Um novo modelo de acesso ao ES é ainda ponto do plano de trabalhos evento. Segundo José Dias, “existe uma grande discussão à volta do rumo que este deve tomar, na qual por vezes se diz que o método de exames deve ser eliminado em prol de um modelo mais americano, onde cada instituição procede a entrevistas e firma os seus próprios critérios de avaliação”. A par desta sugestão, José Dias não deixa de referir que alguns institutos politécnicos defendem a existência de dois modelos de ingresso diferentes, a dependerem da natureza da instituição. Neste âmbito, a DG/AAC promove a discussão destes pontos até finais de setembro ao “ouvir as diversas entidades e principais agentes políticos”.

Para o Orçamento do Estado de 2017, o presidente da DG/AAC pretende “políticas de reforço quer no âmbito do financiamento das instituições quer no da ação social escolar”. O aumento das bolsas de doutoramento e pós-doutoramento é outro dos aspetos que considera não dever ser esquecido, uma vez que “poderá haver um aumento dos apoios sociais para os estudantes mais carenciados”.

Maior democraticidade no modelo de votação do ENDA

Perante a consideração por parte da DG/AAC de que “o modelo atual não é benéfico”, é sugerida no Fórum AAC a criação de uma vertente “mais proporcional ao número de estudantes que cada instituição representa, sem esquecer o atual modelo unitário”. José Dias considera que o mais provável pode ser um “modelo misto, mais justo”, resultante da conjugação dos dois.

O Fórum AAC contou também com a presença do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor. O reforço da ASE e da “dotação orçamental do Estado” são tidos, pelo dirigente, como os pontos fundamentais do discurso do ministro.

Até agora não é conhecido nenhum valor exato quanto à despesa do evento do fim de semana passado. Com vista a apresentar algumas das moções discutidas, a DG/AAC já solicitou a convocação de uma Assembleia Magna, ainda com a data a definir.

Fotografia: Arquivo

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