Ensino Superior

Alternativas políticas para a Europa em discussão na FEUC

Conferência pretende debater nacionalismos, União Europeia e o caso português. O objetivo prende-se, também, com “discutir problemas e chamar a atenção” para estes. Por Carlos Almeida

A crise dos refugiados, o Brexit e as ameaças terroristas em solo europeu são algumas das questões que vão dar lugar a reflexão na 22ª Conferência Anual Sobre Políticas Económicas Alternativas na Europa, na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC) entre os dias 15 e 17 deste mês. Incentivar o pensamento crítico e o debate sobre as temáticas correntes na Europa são os principais objetivos da conferência que tem como tema “A União Europeia: A ameaça da desintegração”. Palestras com alguns oradores internacionais e vários ‘workshops’ vão ser as principais atividades do programa.

“Esta conferência tem como mote inicial um documento redigido pelo grupo EuroMemo, o EuroMemorandum 2016”, explica Maria Antunes, docente da FEUC e membro da comissão organizadora local. Acerca do documento que dá origem ao debate, reitera que este “não se limita às questões económicas, chama mesmo à atenção para a questão dos refugiados”, um fenómeno que “se intensificou muito na União Europeia [UE] e que tem mostrado um pouco as divisões no interior da Europa”.

Margarida Antunes afirma ainda que “as pessoas têm andado distraídas, provavelmente desde os anos 80, com a construção da UE” e, portanto, “discutir problemas e chamar a atenção para eles é um objetivo muito pedagógico”. Com o advento e reforço de vários movimentos extremistas pela Europa, a docente afirma que “tem que se acabar com estas distrações para evitar que novos movimentos penalizadores para a formação dos povos aconteçam”.

Não só da União Europeia se vai falar na conferência. Uma das palestras conta com um orador português, Ricardo Cabral, docente da área económica na Universidade da Madeira. A discussão desta conferência centra-se na situação político-económica em Portugal. Maria Antunes considera que “o caso português é emblemático porque é a primeira vez que um governo com políticas e posições ideológicas diferentes das instituições europeias diz que quer cumprir os compromissos europeus”.

Fotografia: D.R.

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