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Desporto

AAC vs Famalicão – Os estudantes, um a um

Em semana de receção aos novos estudantes, cresceu o interesse dos jogadores pela academia. E pelo que fazer se a coisa não resultar. Por Paulo Sérgio Santos

Ricardo Ribeiro – 3

Diz quem sabe que basta fazer dez minutos de meditação por dia para se notarem diferenças nas formas de abordar os problemas da vida. Ricardo Ribeiro fê-lo durante 94 minutos e tornou-se saliente toda uma tranquilidade andebolística em dois momentos, um na primeira parte e outro na segunda. Mas fingir lesões é coisa para lhe perturbar o zen.

Pedro Correia – 2

Em estreia nesta II Liga, o lateral direito trouxe a novidade dos lançamentos longos, num trabalho de bícepes e trícepes que, não vingando no futebol, lhe pode dar carreira no lançamento do peso. Só tem de enveredar pela arqueologia e conseguir desenterrar o local onde praticar, no meio das ruínas de tartan.

Nuno Santos – 2,5

Uma das últimas contratações da Académica foi um pequeno petiz chamado Rúben Vinagre, lateral esquerdo com a provecta idade de 17 anos. Ora, em 1999, Nuno Santos já tinha 19 anos e, portanto, idade para ser pai do jovem Rúben na atualidade. E já se sabe como ficam os pais assim que os filhos se aproximam da maioridade: nervosos, inquietos, inconstantes. Em suma, 90 minutos de ações perfeitamente inócuas.

João Real – 3

Esta sexta-feira à noite, João Real fez aquilo que todos os adeptos da Briosa fizeram: dirigiu-se ao estádio. Escolheu o seu lugar, vibrou com o primeiro golo e, a meio da segunda parte, precisou de se ausentar por momentos. Quando regressou, alguém de branco tinha-lhe roubado o lugar. A confusão instalou-se e veio um ‘steward’ de amarelo dizer-lhe para estar quieto. A partir daí, mentalizou-se: malta de branco não é de confiança.

Diogo Coelho – 3

Em semana de matrículas, Diogo Coelho passou pela universidade e ficou entusiasmado com os cursos da área agrícola. Vai daí, passou o jogo a revolver o solo do seu terreno de um hectare, ali para os lados do Calhabé, e a preparar candidaturas a fundos comunitários, para que se possa plantar mais do que batatas.

Fernando Alexandre – 3,5

O 65 é o capacete azul dos estudantes. Frequentemente destacado para zonas de conflito, tenta resolver tudo de forma pacífica, sem baixas no inimigo. Quando não consegue, a distribuição de lenha é a solução mais eficaz para a efetivação da paz no cenário.

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Fotografia: João Ruivo

Káká – 2

Começa a denotar sinais de cansaço. As horas em branco, como qualquer jovem sabe, pagam-se caro e não são compatíveis com a prática de exercício físico. Qualquer bom fisiatra lhe dirá que repouso e hidratação são medidas fundamentais a aplicar para durar mais de 15 minutos de corrida.

Marinho – 3,5

Apresentada hoje a programação cultural do Teatro Académico de Gil Vicente, o capitão dos estudantes fez por mostrar credenciais no palco do Cidade de Coimbra. Deixou o público que veio de Famalicão deliciado com a sua técnica individual de sauté, soubresout, assemblé e pás de chat, num bailado sem igual. A rever brevemente.

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Fotografia: João Ruivo

Ernest – 3

A Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra já demonstrou interesse na discrepância entre coordenação motora e velocidade do jovem Ernest. O 19, segundo se sabe, continua piamente convencido que tudo o que faz em campo faz bem. Aos 87’ ajoelhou-se no terreno de Diogo Coelho e chorou, após ter rematado mal uma bola que acabou por entrar na baliza. Ninguém merece tamanho azar.

Pedro Nuno – 2

A estrela maior do firmamento academista, o melhor jogador do seu campeonato, fez por se mostrar ao selecionador Mário Narciso, comandante da seleção nacional de futebol de praia. Porém, na segunda parte, alguém fez questão de lhe relembrar, na figura de uma sola com apetrechos metálicos pontiagudos, que o campeonato dele é outro.

Tozé Marreco – 2,5

Foi navegador em mar encapelado, cheio de espuma branca. A sorte, diz o povo, protege os audazes e o bravo Tozé acabou a travessia marítima com um pecúlio na rede para mostrar a quem de direito. E afirmou que andar na borrasca é coisa para homens a sério.

Jimmy – 1,5

A garça negra dos estudantes começou a partida no banco, tímida, abatida. Entrou para reanimar Maniche, que observa os jogos solitário na bancada, ao querer ser altruísta e passar a bola aos homens que tinham vindo do Norte para jogar uma futebolada. Como castigo, foi obrigado a migrar mais cedo para a lateral direita.

Traquina – 1,5

Fazer uma pessoa que acabou de recuperar de uma pneumonia passar frio é um ato do mais desumano possível. Compreensivos, os colegas, com a conivência dos opositores, passaram-lhe a bola para marcar um golo, alegrar a noite e aquecer o corpo.

Makonda – 0

Entrou para ser Makonda e o olheiro do Aston Villa tirar umas notas. Perspetiva-se transferência em Janeiro.

Costinha – 2,5

Vestiu de negro, convicto de ir assistir ao seu último jogo em Coimbra, tal os termos pouco lisonjeiros que lhe eram dirigidos das bancadas. O vasto conhecimento de puzzles permitiu-lhe montar um novo onze e introduzir, uma vez mais, entropia na experiência que é comandar a Académica. No final, pode agradecer a simpatia (inépcia) das gentes de Vila Nova de Famalicão.

Secção de Jornalismo da Associação Académica de Coimbra

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