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Desporto

AAC vs União, os estudantes um a um

dos estudantes, num cabeceamento ao fechar do primeiro quarto de hora. Depois o mundo ficou de pernas para o ar: levou mais sarrafada do que aquela que distribuiu (mesmo contando com a que João Real lhe deixou), o que levou Costinha a inteirar-se do estado do seu alter-ego em campo, numa das raras vezes em que se levantou do banco de suplentes.

Jimmy – 3,5

Quando o árbitro apitou para o início da partida, pareceu que o tempo recuou até ao momento da substituição com o Portimonense, eram aproximadamente 17h29 do dia 24 de agosto. Jimmy continuou igual, no seu estilo ubíquo, pernilongo, qual garça-negra num arrozal. Aos 65 minutos subiu uma placa com o número 88 e o coração dos 2009 academistas presentes parou, antecipando uma loucura de Costinha ou um desvario do quarto árbitro, mas era apenas o 88 do União. É um claro ‘upgrade’ em relação a Kaká.

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Nii Plange – 2

A exibição de Maxwell, embora esforçada, coincidiu com o verde das suas chuteiras, de uma tonalidade desmaiada. O seu espaço, na folha de notas, ficou em branco. É possível que não tenha ajudado que Kaká, mais minuto sim que minuto não, pisasse a sua área de ação, o que, em alguém com transtorno de identidade, não é algo positivo.

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Kaká – 3,5

Uma exibição de contrastes. Decorriam 20 minutos e foi protagonista de um momento inolvidável para qualquer adepto de futebol: uma recuperação de bola em carrinho, algo surpreendente em si. Colocado no lugar de Rui Miguel, passou mais tempo no de Maxwell, de onde arrancou para marcar o golo que sentenciou a partida, quase a fechar a primeira parte. Se Jimmy é o seu ‘upgrade’, este Everton Kaká pode ser o de Rui Miguel ou de Maxwell; só tem de decidir por onde andar.

Makonda – 3

Não surgiu Marinho (nem no banco) mas sim Makonda no onze. O francês, a quem chamam “joelho e meio”, foi um dos agitadores da primeira parte. Assumiu a marcação de livres (já todos o fazem menos Nuno Santos) mas não de golos. Falhou um a menos de dois metros da baliza por não gostar de facilidades. Não está lá para ser como os outros, está lá para ser Makonda.

Tozé Marreco – 2

É um tipo porreiro, a sério que deve ser, até diz adeus aos miúdos no final do jogo, a caminho do túnel. Mas ser ponta-de-lança requer outros requisitos como, talvez, marcar golos. Claro que a discussão é longa e acaba com o ser preciso que o esférico lá chegue em condições. Ainda assim, um cartão amarelo aos 47’, por fazer tropeçar e importunar o Puyol madeirense, é pouco, muito pouco.

Ki – 1,5

Há uma constante que se começa a traçar com Hwang Mun-ki. Cada vez que entra no jogo, acaba envolvido numa qualquer cena com violência física. Hoje acertou no treinador contrário e foi lançado à pista de tartan. É, portanto, um jovem bom de pés, com a bola ou sem.

Rui Miguel – 1

Foi mais notado pela sua ausência que pela presença, ao não estar onde devia estar num cruzamento de Alfaiate. Depois, dois remates, qualquer um deles a relembrar que longe vão os tempos do ‘skate’ parque do Vale das Flores, e que quem habita um ringue de cimento não tem, certamente, a mesma habilidade que quem está num relvado.

Tom – 0

Entrou para conversar um pouco com Jimmy. Se fizer isso durante cinco minutos por jogo, a Académica pode vir a ter uma dupla interessante no meio-campo quando tiver início a segunda volta.

Costinha – 2,5

A Académica ganhou e isso, por si só, é uma coisa boa. Mas o timoneiro dos estudantes pareceu triste, acabrunhado, como se o facto de ter mais peças no onze a resultarem do que a serem anticorpos fosse algo mau. Assim, levantou-se duas vezes, uma em cada metade. O resto do tempo ficou a observar Jimmy e mais um belíssimo jogo.

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