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Cidade

Repúblicas e SDDH entregam bens alimentares

Iniciativa escolhe associação diferente todos os anos. Crise económica, com famílias em risco de pobreza, torna crucial este tipo de atividades. Por Cristina Pinilla Carrasco

A febrada solidária, organizada pela República da Praça e pela República da Boa-Bay-Ela, à qual se associou a Secção de Defesa dos Direitos Humanos da Associação Académica de Coimbra (SDDH/AAC), decorreu no início da Queima das Fitas, a 5 de maio. Quem participou não pagou mas, em contrapartida, contribuiu com um bem alimentar. O total dos materiais arrecadados foi entregue, esta tarde, à instituição de cariz social escolhida, a Associação CASA.

“O objetivo foi ajudar as pessoas mais necessitadas”, começa por referir Gonçalo Quitério, residente da República da Praça. A iniciativa já se realiza há seis anos e, a cada ano, é escolhida uma instituição diferente para receber os bens alimentares. A data não foi selecionada ao acaso: “o dia da Serenata é aquele em que mais estudantes se juntam na Praça da República antes de ir aos tradicionais jantares do curso”, explica. Como no resto da Queima, a chuva não deu tréguas, facto que o repúblico assinala; “no entanto, a febrada foi positiva bem como o seu balanço”, apesar de ter esperado receber mais alimentos.

Inês Avelãs Nunes, membro da SDDH/AAC, defende que este tipo de iniciativas “é determinante neste momento que se vive, em que muitas pessoas estão em situações ou em risco de pobreza e em que cresceu o número de pessoas com necessidades de alimentação”. A secção académica foi convidada pelas repúblicas para fazer parte da organização pelo seu âmbito, “de defesa dos direitos humanos e por trabalhar diretamente com problemas sociais”, sustenta Gonçalo Quitério.

A instituição selecionada para receber os bens foi a Associação CASA. “Somos sustentados apenas por donativos”, dado que não existe “qualquer apoio institucional ou recurso financeiro”, testemunha a diretora da Associação CASA, Paula Reimão. Por esse motivo, a instituição recebe ajudas de entidades ou de privados, sejam “géneros alimentares, roupas, mobiliário, pequenos eletrodomésticos ou financeiras”. Assim, defende a diretora, “este tipo de iniciativa é muito importante”.

A cada edição as repúblicas ajudam “uma associação diferente”. “O ano passado a escolhida foi a Associação Integrar”, exemplifica Gonçalo Quitério. “Em 2017 será outra, certamente”, na próxima febrada solidária.

[Artigo editado por Paulo Sérgio Santos]

Re-Food 1

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