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Ensino Superior

O século de Luís XIV e da Revolução Científica sob vários olhares

‘Grand Siècle’ inspira debate focado em vários domínios do conhecimento. Conferencistas de todo o mundo dinamizam espaços da FLUC e promovem a UC além fronteiras. Por Mariana Bessa

A Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC) iniciou hoje uma viagem ao passado, que se vai prolongar até sábado, 21. Nestes dias, o século XVII, que viu o culminar da Revolução Científica, vai ser alvo de um debate multidisciplinar subordinado ao tema “Menores, Minorias e Marginalidades no Grande Século”. A organização do colóquio cabe ao ‘Centre International de Rencontres sur le 17e siècle’ (CIR17), uma sociedade científica internacional que incorpora membros da Europa, Estados Unidos da América e Canadá.

Como forma de privilegiar saberes como a Literatura, a Cultura, a História, a Música, a Pintura ou a Arquitetura, o CIR17 organiza colóquios bianualmente, sobre o século XVII, “sempre com o objetivo de criar um debate pluridisciplinar”, como explica a presidente da comissão organizadora do colóquio, Marta Anacleto. Este ano o evento procura “sobretudo questionar o problema do cânone” nestas áreas, “num século que é o do Absolutismo e que foi visto pela crítica como unificado, visão que tem vindo a ser posta em causa por estudos recentes que dão conta de ruturas estéticas”, acrescenta.

Apesar da homogeneidade da programação, Marta Anacleto destaca as intervenções de Larry Norman, da Universidade de Chicago, sobre o conceito de classicismo, de Tiphaine Rolland, da Universidade de Paris-Sorbonne, sobre ‘La Fontaine’ ou de Jean Leclerc, da Universidade de Western Ontario, sobre “os imitadores de Scarron”. Para amanhã, 20, enfatiza a importância de conferências como a de Anthony Saudrais, da Universidade de Rennes 2, sobre o teatro no século de Luís XIV, ou a de Claudine Nédelec, da Universidade d’Artois, sobre o “Gastão de Orléans, um mecenas marginal”.

Sempre em língua francesa, já que é uma norma da sociedade científica anfitriã do colóquio, o objetivo maior é, “no fundo, ir além do debate, chegar a uma publicação sobre o tema das margens e do cânone que marque os estudos franceses e constitua um avanço científico na investigação”, refere a presidente da comissão organizadora.

Até aqui “tudo tem corrido de acordo com as expectativas, com conferências que respondem bem aos temas e debate constante”, sublinha Marta Anacleto. Salienta ainda o facto de estarem presentes “35 conferencistas especialistas na área”, uma vez que “nem sempre é possível reunir este número elevado de pessoas com interesses e investigações cruzadas”.

Para a UC, em geral, e para a FLUC, em particular, a organização deste tipo de eventos “tem todo o interesse, já que responde ao plano estratégico de internacionalização da universidade e é uma forma de divulgar o trabalho e a investigação que se faz”. A presidente da comissão organizadora não deixa de acrescentar que “são raras as faculdades em Portugal e na Europa onde ainda se faz investigação na área da Literatura Estrangeira, o que se torna uma mais-valia da universidade e uma marca dos seus 726 anos”.

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Fotografia: Arquivo

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