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Cidade

Marcha LGBT em luta por direitos parentais e reprodutivos

Soluções passam por educação desde a infância. “Nem menos, nem mais, direitos iguais” foi um dos motes. Por Gabriela Salgado

Com o objetivo de tornar a cidade mais inclusiva e aberta à diversidade, no que respeita à identidade de género e à orientação sexual, as ruas da Baixa foram percorridas, esta tarde, pela 7ª Marcha Contra a Homofobia e Transfobia de Coimbra. O evento organizado pela Plataforma Anti-Transfobia e Homofobia, criada em 2011 e constituída este ano por várias instituições, trouxe nesta edição a reivindicação do direito pleno à reprodução. O evento pretendeu defender a acessibilidade da cidadania reprodutiva e da parentalidade, em condições de igualdade, a todas as pessoas.

A multidão, que transportava cartazes, faixas e bandeiras, mostrou-se determinada, ao repetir e cantar lemas como “nem menos, nem mais, direitos iguais”, “é o sistema do género formatado: as mulheres são assim e os homens são assado” e “sim, sim, sim, somos assim”. Apesar de bem organizada, os participantes lamentam que não haja mais adesão por parte da comunidade, da universidade e dos estudantes. Luciana Moreira, membro da organização, afirma que a sociedade “poderia ter uma abertura diferente às pessoas LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgéneros]”.

17 de maio foi a data em que “a Organização Mundial da Saúde retirou, em 1990, a homossexualidade da lista de doenças mentais”, explica Luciana Moreira, para justificar a simbologia da ocasião. Por esse motivo, transformou-se num “dia de luta contra a homofobia e, mais tarde, contra a transfobia”, já que a transsexualidade ainda se mantém nessa lista. Assinala-se, então, “por um lado, uma data a comemorar e, por outro, uma luta de reivindicação no que diz respeito à despatologização da transsexualidade e aos direitos das pessoas trans”.

Gil Cucu, que empunhava o cartaz “Família não nuclear, outras formas de criar! Parentalidade em comunidade!”, justifica a sua presença na marcha, não só por se inserir nesta comunidade, “mas também por solidariedade com todas as pessoas que se inserem” e acrescenta que “qualquer mudança que não signifique definitivamente o fim da discriminação contra as pessoas LGBT, não é suficiente e por isso há a necessidade de lutar cada vez mais”.

Questionados sobre soluções para combater a discriminação, a maioria dos intervenientes invoca a necessidade de educação a partir da infância. Rúben Castro é da opinião que “os pais devem incutir esses valores aos filhos, desde pequenos”. Já Luciana Moreira veicula a escola e a educação sexual e ainda mudanças no que concerne à medicina como recursos nesta luta. Gil Cucu avança a “necessidade de lutar em várias frentes” e sugere a via legislativa para que a comunidade LGBT tenha os mesmos direitos reprodutivos e parentais que as outras pessoas: “estas são lutas por conquistas de direitos, pedimos para ser iguais aos outros, porque somos pessoas e somos humanos”.

Rúben Castro explica que a sociedade “não precisa de aceitar, desde que respeite”. Luciana Moreira deixa o apelo para que as pessoas adiram a este movimento, pois é importante que seja uma luta conjunta. Em jeito de conclusão, Vicente Waters, também membro da organização do evento, pede ainda que “as pessoas não se deixem levar pela pressão social” e que “não deixem que o ódio dos outros afecte a sua própria felicidade”.

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Fotografia: Gabriela Salgado

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