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Cidade

Cidadãos por Coimbra sugerem uma Agência Municipal de Arrendamento

Comparação com autarquia de Lisboa é ponto de partida para melhorar arrendamento social em Coimbra. Objetivo passa pela promoção da habitação no centro histórico. Por Mariana Saraiva

O café Santa Cruz foi ontem, ao final da tarde, palco de um debate sobre “Bolsas de Arrendamento e Políticas de Habitação nos Centros Urbanos”, com organização do movimento cívico Cidadãos por Coimbra (CpC). O evento contou com a participação de Paula Marques, vereadora do Pelouro da Habitação da Câmara Municipal de Lisboa, António Brito Guterres, do Instituto Universitário de Lisboa bem como, com representantes dos moradores de Lisboa e Coimbra. O encontro foi moderado por Pedro Bingre do Amaral, do CpC.

A importância das bolsas de arrendamento prende-se principalmente com a “dificuldade de aceder ao mercado de arrendamento atendendo aos custos”, refere José Augusto Ferreira Silva, vereador da Câmara Municipal de Coimbra pelo CpC. Uma possível solução que tem sido divulgada “consiste em colocar para arrendar alguns dos milhares de imóveis abandonados pela cidade, de forma a aumentar a oferta e diminuir os preços”.

O principal objectivo do debate foi o “esclarecimento sobre políticas públicas efectuadas na cidade de Lisboa de forma a perceber se estas podem ser aplicadas em Coimbra”, afirma José Augusto Ferreira da Silva. Por outro lado, pretendia-se “alertar para a necessidade de intervenção pública no mercado e divulgar a ideia de uma agência municipal de arrendamento” que o possa regular.

O vereador do CpC destaca “a dimensão completamente diferente do arrendamento social” em Lisboa e coloca a diferença na “importância que as autarquias atribuem à questão do arrendamento”. Admite que “falta, sobretudo, uma grande vontade política do poder local e central, no sentido de criar mecanismos que permitam que as bolsas de arrendamento tenham uma outra importância”.

José Augusto Ferreira da Silva realça a “necessidade de impulsionar o mercado de arrendamento de forma a acrescentar moradores, dinamizar e promover a habitação no centro histórico e na alta da cidade”, uma das conclusões retiradas do debate. O vereador considera importante não só “dinamizar a actividade cultural da cidade mas também a actividade económica de um comércio extremamente fragilizado”.

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Fotografia: Mariana Saraiva

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