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Cidade

Plátanos abatidos junto à Escola Agrária

Quercus considera não existir razão para o desbaste. Replantar como forma de compensar o corte das árvores não está prevista pela IP. Por Rita Lima e João Pimentel

As Infraestruturas de Portugal (IP) cortaram os plátanos junto à via rápida em frente à Escola Superior Agrária de Coimbra, em Bencanta, sem aviso prévio e sem um comunicado público sobre a razão do abate. Em resposta ao Jornal Universitário – A Cabra, a IP apontou, como motivo do desbaste, a falta de segurança à circulação dos comboios na linha ferroviária. Apesar de ainda não estar concluído, encontra-se já numa fase final.

“As árvores estavam em bom estado e não havia um motivo que pudesse colocar em risco as infraestruturas, portanto não se compreende a razão de terem sido abatidas”, explica Domingos Patacho, coordenador do Grupo de Trabalhos das Florestas da Quercus. Para justificar o corte, a IP afirmam que “a acumulação das folhas dos plátanos na linha ferroviária formava um óleo prejudicial à circulação e segurança dos comboios”. Admitem que as árvores estavam em “bom estado de saúde”, mas a “frequência com que as folhas se acumulavam representava um risco para a segurança de quem utiliza os comboios”. Pedro Bingre, engenheiro florestal e sócio da Quercus, não compreende o corte “dos sete ou oito plátanos” e afirma que estes já estavam “naquele sítio há pelo menos cinco décadas e nunca causaram quaisquer problemas”.

O desbaste injustificado das árvores gerou indignação por parte da Quercus. No entanto, Domingos Patacho afirma que a “IP não tinham a obrigação de elaborar um comunicado”. Contudo, considera que teria “ficado bem terem feito um aviso público e um esclarecimento” para que se percebesse a razão do corte. Para o coordenador do Grupo de Trabalhos das Florestas da Quercus este abate dos plátanos é uma destruição do “património arbóreo público”. A existência dessas árvores era “importante para a qualidade de vida das pessoas porque purificavam o ar e eram uma forma de valorização da cidade”, acrescenta Domingos Patacho.

A substituição dos plátanos cortados não está prevista pelas IP. “Existe uma política de compensação e substituição, mas que não vai ser posta em prática de imediato”, informa a IP. Como o motivo do corte foi a falta de segurança que a queda das folhas provocava na circulação dos comboios na linha ferroviária, a IP não consideram viável que se torne a plantar no mesmo sítio. Porém, ponderam a possibilidade de proceder a uma replantação noutro local.

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Fotografia gentilmente cedida por Quercus

 

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