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Ciência & Tecnologia

O que é preciso para entender o Universo

Iniciativa ocorre na altura do trigésimo aniversário do LIP. Instalação interativa é o principal destaque. Por Alexandre Gouveia e Carolina Marques

A exposição intitulada “Partículas: do bosão de Higgs à matéria escura” faz alusão “a um dos segredos mais bem guardados do universo: a matéria escura”, como refere um dos fundadores do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP), Rui Marques. “A Física de partículas tem interesse para o público”, garante, e visitar a exposição é essencial para adquirir “uma interpretação mais correta de como o universo funciona”. O evento vai ter lugar no Colégio de Jesus do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra (UC), amanhã, pelas 17 horas, e prolonga-se até dia 23 de abril.

Rui Marques aponta como objetivo principal não só mostrar o tema ao público, mas também explicar de que forma tem “consequências úteis para toda a sociedade”. O co-fundador destaca que a principal atração da exposição é “a grande instalação multimédia interativa” desenvolvida na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear conhecida como CERN. Esta é uma “espécie de maquete” do ‘LHC’, “o grande acelerador de partículas”, uma máquina que permite “a compreensão da estrutura do universo” e esclarece como este foi originado e, eventualmente, de que modo pode terminar.

A partícula ou bosão de Higgs “é especial de um modelo-padrão da Física”, porque ajuda a compreender a “razão de ser da massa das partículas constituintes da matéria”, explica Rui Marques. Por oposição, “crê-se que a matéria que constitui as galáxias não chega para explicar a forma como elas rodam”, daí ser necessário haver “mais matéria que não se vê, a matéria escura”.

A iniciativa que une o bosão à matéria escura pretende marcar o trigésimo aniversário do LIP, criado para “unir esforços de vários grupos em meados da década de 80, justamente nesta área da Física de partículas”. As atividades ligadas à “ciência viva”, surgem cada vez mais com “uma importância relevante para a sociedade” visto que “ a ciência faz parte da nossa vida”, afirma Rui Marques.

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Fotografia: Alexandre Gouveia

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