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Desporto

Remo conquista prata na primeira prova nacional da época

Recentes cheias, em janeiro, limitaram a preparação dos atletas mas não o sucesso. Assoreamento do rio tem também influenciado os treinos. Por Rita Flores e João Pimentel

“Muito completo e muito duro do ponto de vista da intensidade” é a classificação do desporto de remo que Miguel Alfaiate, treinador da Secção de Desportos Náuticos da Associação Académica de Coimbra (SDN/AAC), apresenta. Foi nesta modalidade que a SDN/AAC conquistou o segundo lugar no ‘ranking’ geral do Campeonato Nacional de Fundo, primeira competição da presente época que reuniu equipas de vários pontos do país. Esta competição, “nacional de longa distância”, como explica o treinador, consiste em percorrer entre quatro a seis quilómetros, e realizou-se entre 5 e 6 de março, em Gondomar. “O fim de semana, dentro das limitações que temos tido, decorreu de uma forma positiva”, afirma Miguel Alfaiate.

As chuvas intensas do mês de janeiro resultaram em duas inundações pouco espaçadas entre elas, no Parque Verde do Mondego, e afetaram os pavilhões náuticos. Os atletas perderam quase duas semanas de treinos de preparação. Miguel Alfaiate declara que, em época de campeonato, “o ideal era ir para a água”, mas que o próprio rio, devido ao assoreamento “que está de tal forma grave”, deixou o “recurso inutilizável durante mais tempo”. Em relação a material estragado, não existiu um grande prejuízo, somente no material elétrico.

Questionado sobre a possível desmotivação dos atletas face às dificuldades na preparação para as provas, o treinador responde que se “sentiram um pouco em baixo psicologicamente, por querer treinar, querer fazer boa figura”. Apesar de alguns dias passados a auxiliar nas limpezas, os desportistas conseguiram sentir “o espírito de entreajuda”, acrescenta. Como alternativa, atletas e treinador combinaram algumas corridas e treinos fora do espaço habitual.

Desde 2001 que os utilizadores do rio ouvem falar do seu desassoreamento, ou seja, da limpeza dos detritos que impedem os rios de portar o seu volume hídrico na totalidade. Contudo, Miguel Alfaiate afirma aguardarem “expectantes, para ver se avança mesmo ou se vai haver mais algum estudo” para que este processo de limpeza seja realizado desta vez. O treinador acrescenta que “felizmente, com a cheia, este tema voltou”.

GrupoAACRemo

Fotografia gentilmente cedida pela Secção de Desportos Náuticos da AAC

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