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Ensino Superior

Projeto GPS dá coordenadas a estudantes internacionais

Terceira edição do programa pretende acompanhamento personalizado durante todo o ano letivo e permite que voluntários descubram “uma realidade muito diferente”. Por João Pimentel e Gabriela Salgado

GPS é “uma espécie de atividade ‘buddy’ 24 horas ao serviço do estudante internacional”, segundo explica Filomena Marques de Carvalho, chefe da Divisão de Relações Internacionais (DRI) da Universidade de Coimbra (UC). Este projeto, criado em 2014, é uma iniciativa única no país, fundada pela DRI com o objetivo de apoiar estudantes estrangeiros, de forma voluntária, durante o ano inteiro. Enquanto o  acompanhamento ‘buddy’ de estudantes de mobilidade se “preocupa com a chegada e integração, o voluntário GPS tem de estar sempre alerta e disponível para indicar as coordenadas ao colega”. Para participar no ano letivo 2016/2017, o prazo de candidatura termina dia 29 de fevereiro.

O facto de funcionar para estudante internacionais, oriundos de fora da Europa, que estudam ao abrigo do regime criado em 2014 na sequência do Decreto-Lei nº36/2014 de 10 de Março de 2014, é o principal ponto que distingue este programa. O principal desafio é o de acompanhar estes alunos, que vêm frequentar o curso completo na UC, ao longo de, pelo menos, um ano. Por virem de longe, “precisam de um apoio muito mais direcionado do que os que vêm do programa Erasmus”.

Após efetuarem a candidatura, os voluntários que pretendem ser GPS têm uma reunião prévia na qual ficam a saber “o que se espera deles para, depois, estarem perfeitamente consciente das suas obrigações”, segundo a chefe da DRI. Durante um ano de programa, a avaliação aos voluntários, por parte da organização, é feita através de um “cruzamento de informação entre o próprio GPS e o estudante internacional”, acrescenta Filomena Marques de Carvalho. A participação dos alunos que tiverem avaliação positiva poderá constar no Suplemento ao Diploma.

Em 2014, a Universidade de Coimbra recebeu mais de 300 estudantes internacionais. Apesar de haver 100 vagas disponíveis para voluntários, apenas foram selecionados 60 GPS’s devido ao rígido processo de seleção. Os candidatos necessitam de “uma formação adequada para o fazer e são monitorizados pela DRI”, que assegura que têm o perfil necessário para o projeto, explica a chefe da DRI.

Cada voluntário pode receber mais do que um estudante. O ideal, explica Filomena Marques de Carvalho, é que ambos frequentem o mesmo curso, ainda que tal nem sempre seja possível. Inês Ladeiro, estudante da Licenciatura em Física da UC, GPS há dois anos, afirma que o programa é uma “grande ajuda para os estudantes estrangeiros. É um país novo para eles. Ainda para mais, é também um continente novo”. A voluntária sublinha que, para ambos os lados, é uma oportunidade de “estabelecer contacto com uma realidade muito diferente”, e promete candidatar-se ao projeto, mais uma vez, este ano.

GPS

Fotografia: D.R.

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