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Ciência & Tecnologia

Células do sistema imunitário no centro de investigação sobre Alzheimer

Recente trabalho científico realça a importância das células do sistema imune periférico para uma melhor compreensão do diagnóstico e desenvolvimento da doença de Alzheimer. Por Carolina Farinha

Numa tentativa de trazer à luz novas evidências que ajudem o desenvolvimento da pesquisa sobre a doença de Alzheimer, foi levado a cabo um estudo, por um grupo de investigação do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC), cujo principal foco se prendeu com as células do sistema imune, já que estas “tanto a nível cerebral como periférico, podem ter um papel importante para a doença, dado que são as responsáveis pelos mecanismos de limpeza do cérebro”, afirma a coordenadora da investigação, Ana Luísa Cardoso.

Realizado em parceria com o serviço de Neurologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, o trabalho tratou três grupos de indivíduos: “pessoas saudáveis, pessoas com um diagnóstico da doença de Alzheimer e pessoas com défice cognitivo ligeiro a quem foram comparadas as capacidades de células do sistema imune periférico, os monócitos”, explica a coordenadora da investigação. O objetivo é compreender o envolvimento do sistema imune periférico no processo de degradação neurológica.

Através desta investigação comparativa “verificou-se que havia diferenças, particularmente nas pessoas já diagnosticadas com Alzheimer, mas em algumas das funções que avaliámos, também nas pessoas que têm o défice cognitivo ligeiro”, acrescenta Ana Luísa Cardoso. Esta análise “ajuda o diagnóstico, porque é possível tirar conclusões sobre o estado do sistema imune da pessoa e se esta tem alguma predisposição para vir a desenvolver a doença”.

Com a particularidade de ser realizado em pacientes humanos, contraria a maioria dos estudos que são feitos com modelos de animais. Ana Luísa Cardoso esclarece que “estes modelos representam apenas uma fração de doentes humanos”. Todavia, “as descobertas que são feitas em células humanas estão um passo mais perto de aplicações clínicas do que as que são feitas em animais”, conclui.

monocyte

Fotografia: D.R.

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