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Cultura

Biblioteca Geral da UC acolhe arquivo pessoal de ex-encenador do TEUC

Registos diversificados da passagem pela Academia do ator e dirigente associativo Joaquim dos Santos Simões já estão na posse da Biblioteca Geral da UC. Instituição assume que arquivos privados são fundamentais na criação da identidade histórica da universidade. Por Margarida Mota

Desde fotografias a atas de reuniões, toda a documentação guardada de Joaquim dos Santos Simões, antigo presidente e encenador do Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra (TEUC), já faz parte do espólio arquivístico da Biblioteca Geral da UC (BGUC). Além de uma personalidade ativa do grupo de teatro, Joaquim dos Santos Simões foi também presidente da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra em 1950/1951.

De acordo com o diretor-adjunto da BGUC, António Maia do Amaral, a passagem deste encenador pela universidade coincide com “uma época particularmente rica da vida do TEUC, os anos 40 e 50 [do século XX], em que se verificaram várias saídas de estudantes deste teatro para a Europa e para o Brasil”. Por este motivo, afirma que esta coleção contém informação “muito variada e constituída por peças muito difíceis ou impossíveis de encontrar” noutros arquivos. O diretor-adjunto revela que só após um cuidado processo de “contar, numerar, carimbar e inventariar as várias peças” é que se pode começar a “estudar e decidir o destino dos materiais”.

António Maia do Amaral considera que, embora nunca explorados em todas as suas vertentes, “os arquivos pessoais são fontes para estudos muito diversos” e comprova ainda a riqueza e diversidade dos documentos. “Publicações, folhetos, convites para bailes e jantares, fotografias de eventos, atas, minutas e cartas que o TEUC trocou com diversas entidades” é o que se pode encontrar no repositório acerca da vida de Joaquim dos Santos Simões.

O diretor-adjunto assume que o papel da BGUC enquanto repositório de documentação privada se foi intensificando ao longo dos anos. “As pessoas foram entregando à Biblioteca os seus papéis, correspondências e livros que tinham guardados e chegámos à conclusão que tínhamos mais de trinta arquivos pessoais”, argumenta António Maia do Amaral. Este facto “coloca a BGUC no segundo lugar” do pódio do país, logo a seguir à Biblioteca Nacional. Dentro desta coleção vasta de arquivos, destaca os de personalidades, como “o de Almeida Garrett ou o epistolário de Eugénio de Castro”, sem deixar de lembrar “muitos outros bastante menos conhecidos”.

O diretor-adjunto aponta como uma das principais metas da BGUC para os próximos anos “o aumento da oferta dos espólios pessoais” e apela à consideração dos professores e ex-alunos da UC, para que pensem na instituição como “um local onde depositar os papéis que acumulam ao longo da sua vida”.

espólio_TEUC

Fotografia: D.R.

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