All for Joomla All for Webmasters
Cidade

200 milhões depois pode haver luz verde para o Ramal da Lousã

PCP apresentou uma proposta de resolução ao problema das obras do metro de Coimbra que foi aprovada em Assembleia da República. Por Rita Lima

A extinção da Sociedade Metro Mondego e a reposição, eletrificação e modernização da linha do Ramal da Lousã são as recomendações do Projeto de Resolução aprovadas ontem em Assembleia da República (AR). A proposta apresentada pelo Partido Comunista Português (PCP) é posterior ao anúncio proferido pelo presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Manuel Machado, de que o Orçamento do Estado (OE) para 2016 contempla dois milhões de euros para as obras do metro.

O dirigente da Organização Regional de Coimbra do PCP, Vladimir Vale, considera a proposta do OE “contraditória” àquela que a AR aprovou. Na ótica do dirigente, os dois milhões de euros deviam destinar-se à “reativação do projeto de repor, modernizar e eletrificar a linha”. Contudo, como complementa, cabe agora ao “governo transformar em proposta legislativa” o projeto de resolução aprovado.

“Uma solução urbana numa linha que era de montanha”, a falta de qualidade do transporte, “o aumento de preço” e “a diminuição da velocidade” são algumas das razões apresentadas por Vladimir Vale que estiveram na base do projeto de resolução. Argumentos como a impossibilidade de se voltar a poder transportar mercadorias na linha e a falta de ligação à rede ferroviária nacional foram outros motivos que motivaram a proposta.

O projeto de resolução não contempla uma data nem um orçamento para a concretização do projeto apresentado. Ainda assim, o dirigente da Organização Regional de Coimbra do PCP critica os gastos da Sociedade Metro Mondego até à data: “O que nós sabemos neste momento é que já se gastou mais de 200 milhões de euros e há apenas um corredor de terra aplanada onde antes passava a linha de comboio”.

As obras do metro do Mondego foram interrompidas na altura do antigo governo do Partido Socialista (PS) de José Sócrates com o objetivo de reavaliar a validade do projeto e o governo posterior manteve a decisão. Vladimir Vale considera importante tomar uma atitude neste momento porque, além dos custos elevados, a Sociedade Metro Mondego “é uma estrutura que se mantém com obras paradas e que penaliza o desenvolvimento da região”.

A proposta para a reposição, modernização e eletrificação da linha do Ramal da Lousã foi aprovada por todos os partidos com assento parlamentar, com exceção do PS que se absteve.

ramal da lousã comboio D.R.

Fotografia: D.R.

Secção de Jornalismo da Associação Académica de Coimbra

Rua Padre António Vieira, Nº1 - 2ºPiso 3000 Coimbra

239 851 062

Seg a Sex: 14h00 - 18h00

© 2018 Jornal Universitário de Coimbra - A Cabra

To Top