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Eleições AAC - 23 e 24 nov 2015

Grelhados recebem debate dos candidatos à DG/AAC

Do balanço do mandato anterior à problemática atual das secções, passando pelo presente impasse político, os candidatos à presidência da DG/AAC discutiram estes assuntos, sempre com a Academia como pano de fundo. Por Rita Moreira

Frente a frente, José Dias, pela Lista F – “Académica de Futuro”, e João Carvalho, pela Lista A – “Até Quando?”. O debate teve lugar ontem, 19, na Cantina dos Grelhados, perante uma assistência fraca por parte dos estudantes. Os candidatos a presidente da Direção Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC) expuseram durante cerca de duas horas os argumentos que compõem as suas listas, submetendo-se depois a perguntas da audiência.

Quando questionados a fazer um balanço do último ano de Bruno Matias, o ainda presidente da DG/AAC, João Carvalho afirmou ter sido “claramente negativo, exprimindo-se diariamente na vida dos estudantes”. O candidato da Lista A acrescentou ainda que os dirigentes associativos “têm tido uma posição de passividade”. De opinião contrária, José Dias disse ser “uma autêntica falácia dizer que nada se fez durantes os últimos anos”.

A saída do Movimento Associativo Nacional, decidida em Assembleia Magna (AM) a 1 de junho deste ano, foi também tema de discussão. João Carvalho classificou-a de “gravidade extrema” e apontou que a “AAC deixou de levar a voz dos estudantes a estes encontros”. O candidato da Lista A lançou ainda o repto para a lista F estar presente, depois das eleições, numa manifestação do Ensino Superior (ES) em Lisboa. José Dias retorquiu que “não foi a DG a tomar a decisão, foram os sócios da AAC em AM”, e aproveitou para referir o lançamento do livro com 184 propostas para reformar o ES. O candidato da Lista F referiu-se ainda ao abandono do movimento, ao dizer que “uma porta de saída poderá ser sempre uma porta aberta”.

Acerca da problemática das secções da AAC, com destaque para o artigo 119º dos Estatutos, os dois candidatos apontaram o processo de Bolonha como a principal causa das transformações e abandono das secções culturais e desportivas. A solução para a consequente falta de presença estudantil no associativismo deve passar por um contacto direto da AAC com os estudantes, afirmaram ambos os candidatos.

A Sala de Estudo e a reestruturação do edifício da AAC foram bandeiras da candidatura de Bruno Matias. João Carvalho mencionou que é necessário “saber como melhorar infraestruturas da AAC”, bem como a “DG dialogar com as secções, reivindicando o Teatro Académico de Gil Vicente”. Já José Dias disse estar “disponível” para resolver este assunto, mas alertou que tem de se “propor junto da UC encontrar outros edifícios”.

Quanto às dividas externa e interna, a Lista “Até Quando?” afirma ter sido resultado de uma “gestão ruinosa”. Para a Lista “Académica de Futuro”, há a esperança que “a dívida externa seja anulada até ao final deste ano”.

Em relação aos Serviços de Acção Social da Universidade de Coimbra (SASUC), João Carvalho referiu o “encerramento de cantinas ao longo dos anos e a degradação das residências”, e propôs uma “organização da ação social”. José Dias criticou um “PASEP [Programa de Apoio Social a Estudantes através de atividades a tempo Parcial] mal aplicado, em que os estudantes estão a fazer funções de funcionários e não foi este o intuito com que foi criado”. O candidato da Lista F falou ainda de uma proposta de alteração das infraestruturas das residências.

Quanto à atual situação política portuguesa, a “AAC não podia pedir cenário pior”, comentou José Dias. João Carvalho concluiu que o “ideal é os estudantes manifestarem a sua vontade, independentemente de qualquer que seja o executivo”.

As eleições para a Direção Geral da Associação Académica de Coimbra vão decorrer nos próximos dias 23 e 24 de novembro, com os resultados a serem conhecidos na madrugada de quarta-feira.

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Fotografia: Rita Moreira

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