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Ensino Superior

Margarida Mano é a nova Ministra da Educação e da Ciência

A proposta para a formação do XX Governo Constitucional, apresentada pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, traz alterações nos setores da educação e da ciência. Por Sara Pinto.

A cabeça de lista da coligação Portugal à Frente pelo distrito de Coimbra e antiga vice-reitora da Universidade de Coimbra (UC), Margarida Mano, foi nomeada ontem para substituir Nuno Crato no Ministério da Educação e da Ciência. O programa de Governo vai ser ainda submetido a votação na Assembleia da República.

Como docente da UC, Margarida Mano trabalhou também na administração dos Serviços de Ação Social da Universidade de Coimbra (SASUC). Segundo o professor auxiliar do Departamento de Engenharia Mecânica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), Norberto Pires, o seu trabalho foi muito importante porque conseguiu reduzir “a situação de défice” destes serviços ao diminuir as despesas e “racionalizar serviços”.

Na opinião do docente da FCTUC, a ex-vice-reitora é a pessoa mais adequada para ocupar o cargo de Ministra da Educação e da Ciência pois considera que “está bem preparada” devido aos “bons resultados” obtidos na administração dos SASUC.

Já o deputado eleito pelo Bloco de Esquerda (BE) no distrito de Coimbra, José Manuel Pureza, considera que Margarida Mano tem “conhecimento daquilo que é a realidade do Ensino Superior em Portugal”. Contudo, o também docente da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC) acredita que a ex-vice-reitora não vai contribuir para a resolução dos problemas do país enquanto Ministra da Educação e da Cultura, visto que a proposta de Governo apresentada “tem uma reprovação previamente anunciada do seu programa no parlamento”.

Por seu turno, o ex-diretor da FEUC, José Reis, considera este governo como uma “ficção que resulta de uma formalidade de um Presidente da República muito parcial”. Na sua opinião, Margarida Mano é “ministra de um não governo”, mas, se se ignorar as circunstâncias atuais, ficaria “satisfeito” de a ver ocupar este cargo.

Em relação ao futuro político de Margarida Mano, no caso de um possível chumbo do programa eleitoral, Norberto Pires reconhece que esta nomeação não condiciona o percurso da ex-vice-reitora, mas tornará “mais visível o seu perfil e terá um impacto positivo na sua carreira política”. Já José Manuel Pureza sublinha que Margarida Mano “terá ponderado todos os prós e contras” relativos à nomeação e que o “futuro politico seja de quem for depende da sua capacidade de dar contributos importantes para resolver os problemas do país”.

Até à publicação deste artigo não foi possível obter declarações da ministra Margarida Mano.

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