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Ciência & Tecnologia

Festival de Cinema Ecológico chega a Coimbra

O projeto cinematográfico apresenta um vasto leque de filmes em competição. Os assuntos centram-se na temática ambiental, desde furacões a construções com impactos ecológicos. Por Rita Espassandim

O Festival de Cinema Ecológico (CINEECO) de Seia, a decorrer desde 1995, apresenta este ano a sua XXIª edição e tem extensão até ao Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra, nos dias 26 e 27 de Outubro. O diretor do projeto, Mário Jorge Branquinho, afirma que esta é uma “nova oportunidade de trazer filmes de teor ambiental a Coimbra, não só ao público escolar, mas a todo o tipo de pessoas.” Tendo já tido extensões nos Açores, em Lisboa, Porto e Braga, o diretor ressalva que “ficava mesmo a faltar Coimbra”.

Esta edição do festival selecionou 80 filmes oriundos de 20 países repartidos por secções competitivas e incluem Longas e Curtas Internacionais, Séries e Documentários de Televisão e Longas e Curtas da Lusofonia e Panorama Regional. O filme vencedor do Grande Prémio foi “Paraíso” e do prémio Lusofonia “Tapajós: Um rio em disputa”. “Paraíso” remete para a temática dos furacões e do rasto que deixam de destruição, “frequente em várias zonas do mundo” e coloca “as alterações climáticas como um assunto da ordem do dia”, explica Mário Jorge Branquinho. Já o filme do prémio Lusofonia “tem a ver com a construção de uma barragem num local emblemático e também obriga a refletir sobre os impactos ambientais que existem e que se deve ter em conta pela sobrevivência do planeta e pela qualidade de vida”.

A temática ambiental – que em 1995 não fazia ainda parte da atualidade com o peso que tem agora – foi, segundo o diretor, uma escolha “acertada”, pois, “os aspetos ambientais têm sido valorizados e há, também, uma preocupação de refletir, debater e analisar questões que têm a ver com as preocupações do mundo contemporâneo”.

Mário Jorge Branquinho declara estar satisfeito com a edição que terminou no passado dia 17 em Seia, “considerada a edição cujos filmes em competição foram os melhores de sempre”. O diretor acrescenta ainda que “de ano para ano a qualidade dos filmes melhora” e que isso se “verificou nas suas abordagens e no entusiasmo sentido por parte do público”. Para além disso, os objetivos do festival, “por um lado contribuir para a promoção da região e notoriedade do Conselho de Seia, por outro ir consolidando e criando novos públicos nesta área do cinema do ambiente”, foram atingidos.DSC_0078

Fotografia: Joel Saraiva – Arquivo

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