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Ensino Superior

Assembleia Magna aprova separação da AAC do movimento associativo nacional

Estudantes votam a não comparência da Associação Académica de Coimbra nos próximos Encontros Nacionais de Académicas e nos Encontros Nacionais de Direções Associativas. Por Sandro Raimundo

A Associação Académica de Coimbra (AAC) “insurge-se contra o sistema que não funciona”, declarou o presidente da Direcção-Geral (DG) da AAC, na Assembleia Magna (AM) que decorreu ontem, 1 de junho, na Cantina dos Grelhados.

A moção apresentada pela direção-geral e aprovada por larga maioria previa, entre outros pontos, a não comparência AAC nos Encontros Nacionais de Académicas (ENA) e nos Encontros Nacionais de Direcções Associativas (ENDA) e questionava a sua continuidade no movimento associativo nacional.

Na origem desta decisão está uma série de acontecimentos que tiveram início no passado dia 24 de março, Dia do Estudante, quando Bruno Matias rejeitou a proposta de almoçar com o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho e decidiu permanecer ao lado dos estudantes numa ação de protesto que decorreu em Coimbra. Após essa data, segundo a moção, houve uma “quebra de confiança institucional”, contraproducente na defesa dos interesses estudantis.

O presidente da DG/AAC espera que uma decisão destas possa servir para “liderar o exemplo” e que exista uma “mudança no movimento estudantil”. Prometeu ainda que a AAC não se demitirá de qualquer função de representação dos estudantes de Coimbra e por isso não se afastará dos centros de decisão das instituições governamentais.

Durante a AM foram ainda discutidas e aprovadas outras propostas, como a organização de um roteiro por Coimbra e pelo país, com a finalidade de reunir com diversas entidades ligadas ao ensino superior (ES) e à Juventude. Estes encontros devem acontecer já nas duas primeiras semanas de junho, para reunir apoio para as propostas da AAC que serão apresentadas aos partidos políticos durante o período de campanha para as próximas legislativas. Também aprovada ficou a proposta de agendar reuniões com todas as estruturas candidatas, no edifício da AAC, seguidas de uma visita pela Universidade de Coimbra para exibir as fragilidades do ES e apresentar propostas a aplicar na próxima legislatura. Como já vem sendo divulgado desde a realização do último Fórum AAC, a direção-geral pretende apresentar um livro com reivindicações na área do ES durante a terceira semana de junho.

Outras propostas

Entre as restantes moções aprovadas, a AAC toma a responsabilidade de lançar “um chamado a todas as Associações Académicas do país para que defendam um ensino gratuito”. Da mesma forma, foi aprovado a proposta de ser realizado, no próximo ano letivo, um encontro nacional para discutir o futuro do ES.

Entre as moções chumbadas fica a proposta de se organizar medidas reivindicativas, entre as quais uma manifestação, logo no início do próximo ano letivo. A reprovação da medida suscitou descontentamento por parte de alguns dos estudantes presentes. Bruno Matias justificou a intenção do seu voto, contra a medida, com o facto de querer primeiro apresentar as propostas do livro e esperar reações dos diferentes partidos políticos. Na sua opinião, só depois, em Setembro, se devem decidir quais as medidas reivindicativas a serem tomadas e a que escala.

Em AM ficou ainda aprovada a marcação de uma conferência para o dia de hoje, 2 de junho, ao meio-dia, para expor os resultados da Assembleia Magna e o rumo da AAC no panorama associativo nacional.

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