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Conselho Geral

Susana Santos: “Queremos apostar na internacionalização da UC” [entrevista na íntegra]

Com 20 anos, Susana Santos é natural da Figueira da Foz e aluna do Mestrado Integrado em Psicologia na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (UC). No seu currículo conta com uma experiência de dois anos como vice-presidente do Núcleo de Estudantes de Psicologia da Associação Académica de Coimbra (AAC). Não tem filiação política. Por Sandro Raimundo. Fotografias de Raquel Mendonça

Qual o balanço que fazes desta eleição? Penso que foram umas eleições equilibradas, em que todos os projetos tinham ideias compatíveis umas com as outras. Faço um balanço positivo.

A taxa de abstenção foi de cerca de 83,1 por cento. Consideras que os estudantes não dão importância ao Conselho Geral (CG)? Importância dão, só que neste momento a percentagem de pessoas que de facto não sabe o que é o conselho geral é demasiado elevada. É por isso que uma das nossas medidas é a aproximação ao estudante através de centros de esclarecimento, da criação de um gabinete onde os representantes dos estudantes possam reunir e receber a comunidade estudantil. O objetivo é ficarmos mais próximos dos estudantes de forma a que não aconteça exatamente esse desconhecimento que os estudantes têm do CG. Porque sendo um órgão tão importante, a necessidade deles terem conhecimento do que se passa é muito elevada.

Já discutiste esta medida em conjunto dos outros conselheiros eleitos? Não.

A tua lista obteve o voto de apenas 6,8 por cento dos estudantes. Consideras-te legitimada? Sim, até porque sendo da lista em que entraram dois candidatos, considero que os estudantes acreditaram de facto no nosso projeto, tal como nós acreditámos a cem por cento.

Quais é que são bandeiras a que vão dar prioridade? Já falei da aproximação ao estudante que é uma das nossas bandeiras. Obviamente zelar sempre pela não diminuição dos serviços prestados aos estudantes, nomeadamente a nível de ação social. Em termos da internacionalização e investigação, queremos apostar na internacionalização da UC, ou seja, criar mais parcerias para que estejamos mais ligados tanto a nível nacional como internacional ao mundo empresarial e assim mais preparados para o mundo de trabalho que é o que se segue depois desta fase. Gostaríamos também de criar um regime tutorial para pessoas que já acabaram o ensino superior darem um acompanhamento mais individualizado aos estudantes que estão a iniciar ou a acabar, para que estes tenham mais oportunidade de sucesso. Além disso, também querermos ver medidas de renovação do quadro docente que está muito envelhecido e deve ser mudado para que haja mais circulação de profissionais e transição de saberes.

Dentro do Conselho Geral consideras que faz sentido os estudantes votarem todos em bloco para mostrarem força? Obviamente, estamos todos a representar estudantes e supostamente estamos todos a defender ideais e ideias sobre o que é o melhor para a comunidade estudantil. Se isso for possível, e se os nossos ideais individuais forem ao encontro das necessidade pedagógica dos estudantes, penso que sim, de facto faz sentido.

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Que balanço fazes do anterior mandato do reitor? Penso que mandato do reitor teve um balanço positivo. O reitor apostou na aproximação aos estudantes. Porém, também teve certas falhas como é exemplo o Regulamento Pedagógico da UC que devia defender e proteger muito mais o estudante.

Entrarás em contacto com a Direção-Geral da AAC (DG/AAC) e núcleos? Isso é uma das medidas que queremos implementar tanto com eles como com o Provedor do Estudante. Assim estaremos mais próximos das problemáticas que estão a afetar os estudantes.

Prevês a possibilidade de partilhar a informação que é discutida no Conselho Geral com os alunos da UC através das Assembleias Magnas, Reuniões Gerais de Alunos, etc… Sim, consideramos que faz todo o sentido que assim seja. Até olhando para a abstenção que houve, penso que se nós tivermos uma maior divulgação do que realmente se está a passar e de quais são as problemáticas discutidas, considero que a aproximação ao estudante vai ser mais elevada, ou seja, o número de estudantes a conhecer o CG e o que realmente se está a passar vai aumentar.

Que vantagens é que a tua experiência associativa traz para o teu trabalho no CG? Pegando também na afirmação anterior, sendo vice-presidente do Núcleo de Estudantes de Psicologia da AAC, a minha aproximação às problemáticas diárias dos estudantes da minha faculdade é muito mais elevada. Obviamente que, já tendo alguma experiência no associativismo, tenho uma maior bagagem para estes níveis de problemas.

11030328_10203649457985821_1077300807_oUma vez que vais integrar o órgão que decide o valor da propina qual é a tua posição? Sou contra os aumentos consecutivos que têm existido. Penso que devíamos votar na diminuição da propina, mas também zelar pelo não aumento das taxas de emolumentos, para que acha realmente uma diminuição da propina.

Em relação à constituição do CG, concordas com todos os membros do CG e com o que têm feito nos últimos anos? Considero que a constituição do CG não é proporcional. O número de estudantes devia ser aumentado, devíamos estar muito mais representados no órgão que vai decidir o futuro e o que nós estamos a viver neste momento. Para isso, obviamente na minha opinião, devia haver uma diminuição das entidades externas, mas nunca uma abolição. Isto porque a opinião delas sobre o mundo do trabalho é muito mais ampla, o que para o plano estratégico da universidade é realmente necessário.

Que balanço é que fazes, então, da atividade do CG? Acho que tirando o facto de o número ser desproporcional dos estudantes, faço um balanço positivo.

 

A possibilidade de revisão Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior (RJIES) está a ser discutida já há algum tempo e devia ter começado há dois anos. Consideras que o sucessivo adiamento da revisão do Regime (RJIES) pode indicar que não será feita? O RJIES devia ser revisto de dois em dois anos, e isso não tem acontecido. Na nossa opinião tem obviamente que acontecer e nós vamos lutar por isso. E exatamente também pelo ponto anterior de aumentar o número de estudantes no Conselho Geral.

 

Para além desse ponto, que mais consideras importante rever? Também o facto do conselho consultivo do ensino superior por ser algo que está no RJIES e que não tem sido implementado.

Que balanço fazes dos anteriores conselheiros estudantes? Obviamente tendo eles os votos dos estudantes, considero que foi muito positivo. Não obstante, acho que este ano queremos também reaproximar-nos dos estudante e fazer com que o nosso voto nas reuniões seja mesmo a opinião da comunidade estudantil inteira. Ou seja, a partir das sessões de esclarecimento fazer com que o estudante conheça o Conselho Geral para que nós estejamos realmente a representar a comunidade estudantil.

Já entraste em diálogo com os conselheiros anteriores? Ainda não, mas já agendámos isso e penso que é realmente algo muito importante. Até porque depois do trabalho deles durante estes dois anos deve haver uma continuidade de certas medidas que durante dois anos, se calhar, não tiveram hipótese se ser realmente bem estruturadas e implementadas lá dentro. Considero que faz todo o sentido e é muito importante.

Dois anos de mandato serão suficientes para atingires tudo aquilo a que te propões? Acho que é um período equilibrado. Obviamente que se fosse aumentado havia mais margem para o desenvolvimento de certas atividades que podiam ter sido feitas se houvesse mais tempo. Queremos lutar para que as medidas do nosso programa eleitoral de facto vão para a frente porque é importante para a representatividade dos estudantes.

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