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Ensino Superior

Fórum AAC 2015 resulta em 150 propostas para reformar o Ensino Superior

Reunião entre dirigentes associativos e representantes de núcleos discute caderno reivindicativo com vista a apresentação de propostas ao atual Governo e aos principais intervenientes políticos das legislativas do final do ano. Por Sandro Raimundo

O resultado da criação de propostas para reformar o Ensino Superior (ES), no Fórum AAC 2015 que decorreu este fim de semana na Pampilhosa da Serra, serviu como crítica ao Governo. “Nas legislativas de 2011, houve uma proposta de reforma do ES, com um documento de linhas orientadoras, mas o que é facto é que nada foi aplicado”, explica José Dias. O vice-presidente da Área Política da Associação Académica de Coimbra (AAC) revela que o objetivo do Fórum AAC foi “mostrar que a AAC conseguiu construir uma reforma para o ES e o Governo ainda se mantém completamente estagnado e não consegue propor algo diferente do atual”.

“Temos de construir um plano reivindicativo”, afirma José Dias, para que a “comunidade académica e a sociedade portuguesa entendam as nossas propostas e se liguem a elas”. Só assim é que as propostas criadas no Fórum AAC 2015 podem ter “peso político junto do Governo”, assegura o estudante. Muito embora tenham estado três dias reunidos, focados na criação de propostas, não houve tempo de debate sobre este plano reivindicativo. No entanto, os dirigentes associativos reúnem ainda hoje, 3 de março, para definir o plano de ação dos próximos meses.

Propostas visam ação social indireta e igualdade no acesso ao ES  

Segundo José Dias, houve “uma discussão muito profícua” onde se debateram cinco macro-temas: a organização do sistema do ES, o financiamento desse mesmo sistema, a gestão das instituições e a proteção do estudante e as suas garantias.

O vice-presidente da área política destacou, desde logo, algumas propostas mais prementes a aplicar, como a de “manter o modelo igualitário” no acesso ao ES, contrariando a luz verde que o governo tem dado à proposta apresentada pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) de eliminar os exames de acesso. No âmbito da ação social criou-se uma proposta de uniformização dos preços da mesma, para que “um estudante de Coimbra tenha os mesmos custos de um estudante de Lisboa, não criando assim desigualdades”, explica ainda o vice-presidente.

O objetivo deste fórum foi “ficar incluído dentro de uma plataforma mais global – Educação: Uma Visão de Futuro”, afirma José Dias, de onde se criará um livro, com o nome da plataforma, que será “enviado ao Governo de Portugal e a todos os candidatos a Primeiro-Ministro” durante as próximas legislativas, conclui o estudante.

Leonardo Martins, vice-presidente da Administração Interna, acrescentou ainda que foram debatidos “os Jogos Europeus Universitários 2018” dos quais a AAC é organizadora e também houve um “painel de discussões sobre as saídas profissionais”.

Nas palavras de ambos os vice-presidentes da AAC, este Fórum “foi um sucesso”.

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