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Ensino Superior

Bruno Matias recusa almoço com governo e alia-se aos estudantes

A AAC define prioridades e assume uma posição diferente da maioria dos dirigentes associativos nacionais. Bruno Matias declina o convite para almoçar com o governo no dia do estudante e não falta à ação de protesto marcada na última Assembleia Magna. Por Sandro Raimundo

O Dia do Estudante deve ser celebrado com os estudantes”. É com esta mensagem que Bruno Matias, presidente da Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC), declina o convite feito pelo governo e dirigido a todo o Movimento Associativo Nacional para um almoço a 24 de março.

Numa posição diferente tomada pela maioria dos dirigentes associativos, Bruno Matias diz “só poder criticar o senhor primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, uma vez que nunca se lembrou de reunir com os estudantes ao longo deste tempo todo e decidiu fazê-lo precisamente no dia do grande protesto estudantil”.

Em Coimbra, o dia 24 será preenchido com uma ação de protesto em que os estudantes sairão à rua para realizar uma arruada e um cordão humano de mão e pés atados, junto ao edifício da AAC. A ação tem como objetivo alertar para as dificuldades que o Ensino Superior e a juventude de Portugal atravessam. Bruno Matias diz que estarão “disponíveis para reunir” com o governo ”mas não neste dia” que está reservado para se unir aos estudantes.

Após a última Assembleia Magna de 9 de março, a AAC tinha endereçado um convite ao governo para que este se deslocasse, também no dia do estudante, a Coimbra. O propósito era que fosse feita uma visita aos espaços da universidade e houvesse um conhecimento real das “dificuldades dos estudantes, assim como as más condições nas residências, nas cantinas e até nas salas de aula”, afirmou, na altura, Bruno Matias.

Inicia-se, hoje, 23 de março, a revisão Regulamento de Atribuição de Bolsas de Estudo a Estudantes do Ensino Superior (RABEEES), mas o dirigente associativo já deixou um aviso de que “os estudantes de Coimbra não estarão disponíveis para aceitar uma revisão superficial que não traga nada de novo”. O presidente da DG/AAC reforça que se tal acontecer os estudantes “sairão à rua e demonstrarão o seu descontentamento com a mobilização e a força histórica que lhes é conhecida”.

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