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Eleições AAC - 24 e 25 Nov 2014

Falta de representatividade é falha comum apontada pelos candidatos

Os problemas do funcionamento da Associação Académica de Coimbra (AAC), a alteração ao Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior (RJIES) e o diálogo com os órgãos legislativos foram os temas que marcaram a noite do debate para direção-geral da AAC (DG/AAC), que ocorreu no dia 20, na cantina dos grelhados. Por Filipe Furtado e Lucinda Julião

O candidato à direção-geral pela lista P – “Académica Primeiro”, Luís Silva, quer “aproveitar as próximas eleições para tentar negociar” pelos direitos dos estudantes. No mesmo sentido, Bruno Matias, candidato pela lista T- “Tu és Academia” e atual presidente da DG/AAC, pretende reunir com as entidades competentes, de forma a apresentar todas as propostas. O candidato diz-se preparado para “avançar para medidas mais duras, se necessário”. Já a candidata pela lista R – “Reset à AAC”, Alexandra Correia, critica estes processos de negociação por entender que se arrastam “há demasiado tempo”. “Na prática, este tipo de ferramentas não tem resultado”, aponta. “Não vamos lá com negociações”, sublinha Laura Tarrafa, candidata pela lista A – “Resiste Agora”, que acredita que a AAC não pode estar dependente de outras associações de estudantes na defesa dos estudantes.

Discutir uma possível alteração ao Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior é falar da necessidade de uma maior representatividade. Um ponto comum a todos os candidatos. No Conselho Geral da Universidade de Coimbra estão sentados 35 elementos, 18 são professores, dois são funcionários, dez são figuras externas e apenas cinco são estudantes. Alexandra Correia questiona o por quê destas personalidades poderem “falar mais alto do que os estudantes”. Bruno Matias defende a criação de uma “Assembleia à parte, paritária, formada por docentes, estudantes e funcionários” e ainda a extinção do regime fundacional. Laura Tarrafa aborda, em primeiro lugar, a divulgação do próprio RJIES, dado que “a maior parte das pessoas não sabem o que é”. A lista A é pela revogação do RJIES que considera um passo no caminho da privatização da UC.

Sobre os principais problemas de funcionamento da AAC, Bruno Matias diz que todos os anos há novos e diferentes problemas para resolver, mas dando ênfase à questão administrativa e financeira. “Há uma falha de comunicação com estudantes e isso é da responsabilidade da DG”, acusa Laura Tarrafa. A estudante de engenharia ambiental lamenta que os jardins da AAC não sejam espaço mais explorado pelos estudantes, através do teatro, música e cinema. A candidata também aponta a possibilidade do bar da AAC ser gerido por estudantes. Alexandra Correia argumenta que a AAC tem de “deixar de ser aliciante pela possibilidade de construir currículos e construir carreiras”. A candidata da lista R fala na necessidade das contas serem do conhecimento dos sócios e da Queima das Fitas regressar à alçada da AAC.

No final do debate, os candidatos consideraram-no positivo. Alexandra Correia aponta a importância do debate para as listas mais pequenas, “apesar de muitos estudantes já terem lista”. Já Laura Tarrafa sublinha que a discussão “não se focou nas questões essenciais”, como a ação social ou as propinas.

Com Pedro Barreiro

 

DDD

 

Foto: Televisão da Associação Académica de Coimbra

 

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